<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821</id><updated>2012-02-20T12:55:02.776-02:00</updated><category term='Ano Novo'/><category term='Tempo'/><category term='Sociologia'/><category term='Reflexão'/><category term='Esporte'/><category term='Socialismo'/><category term='Perdão'/><category term='Cinema'/><category term='Direito'/><category term='Ateísmo'/><category term='Samba'/><category term='Brasil'/><category term='Diário de Bordo'/><category term='Justiça'/><category term='Criança'/><category term='Educação'/><category term='Desejo'/><category term='Amor'/><category term='Teologia'/><category term='Política'/><category term='Deus'/><category term='Morte'/><category term='Internacional'/><category term='Música'/><category term='Soberania'/><category term='Cultura'/><category term='História'/><category term='Cordel'/><category term='Poética'/><category term='Futebol'/><category term='Carnaval'/><category term='Religião'/><category term='Obama'/><category term='Filosofia'/><category term='Greve'/><category term='Fotografia'/><category term='Prosa'/><category term='Cotidiano'/><category term='Imperialismo'/><category term='Universidade'/><title type='text'>A vida de Sydnei</title><subtitle type='html'>Prosa livre e sincera. E pessoal.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-3997277453447355788</id><published>2012-01-19T20:55:00.004-02:00</published><updated>2012-01-19T21:12:08.956-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>Sobre o direito constitucional de greve e a ameaça da reitoria de corte dos dias parados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="cuerpo_nota"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;p class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;Em tempos de debates a respeito do direito de greve, e em vista da publicação de &lt;a href="http://www.unicamp.br/unicamp/administracao/reitoria/informativo/a-democracia-oestado-de-direito-a-lei-de-greve"&gt;artigo&lt;/a&gt; pela reitoria da UNICAMP em que defende sua postura de cortes de salários, registro aqui o texto do professor Jorge Luiz Souto Maior, a respeito do direito ao salário de trabalhadores grevistas (no caso do texto, contextualizada com a situação dos trabalhadores da USP).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="spip"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;----------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="spip"&gt;&lt;span class="spip"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sobre o direito constitucional de greve e a ameaça da reitoria de corte dos dias parados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i class="spip"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;São Paulo, 21 de maio de 2010.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Em vista da necessidade de remessa, à Reitoria, de lista  de presença dos servidores em greve, e diante da consulta feita pelo  Sindicato dos Servidores (SINTUSP) a respeito do recebimento de  salários,&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;OPINO:&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;A greve, porque provoca uma alteração no cotidiano, gera  as mais diversas reações de contrariedade, sobretudo daqueles que, de  certo modo são atingidos por ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Boa parte da inteligência humana, por conseguinte,  durante muito tempo foi voltada para limitar o exercício da greve. A  própria consideração da greve como direito, sem uma avaliação cuidadosa  pode conduzir a essa lógica, pois ao mesmo tempo em que a permite, serve  para lhe impor limites.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Não que direitos não possam ter limites, mas no caso da  greve os limites impostos podem gerar a conseqüência paradoxal de  impedir-lhe o efetivo exercício. O direito de greve, assim, pode ser  negado pelo próprio direito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;A bem compreender, a greve não é um modo de solução de  conflitos, e sim uma forma de expressão do próprio conflito. Trata-se de  um instrumento de pressão, legitimamente utilizado pelos empregados  para a defesa de seus interesses.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Em uma real democracia, deve-se abarcar a possibilidade  concreta de que os membros da sociedade, nos seus diversos segmentos,  possam se organizar para serem ouvidos. A greve, sendo um modo de  expressão dos trabalhadores, é um mecanismo necessário para que a  democracia atinja as relações de trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Na ordem jurídica atual, conferiu-se aos trabalhadores,  no choque de interesses com o empregador, o direito de buscarem melhores  condições de trabalho, recriando, a partir da solução dada, a própria  ordem jurídica. Um ato que ao olhar do direito civil tradicional seria  considerado uma ilegalidade, pois conspira contra o direito posto, na  esfera trabalhista, inserido no contexto do Direito Social, ganha ares  de exercício regular do direito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;No Direito Social, ou melhor, na formação do Estado  Social de Direito, os valores humanísticos desenvolvidos na experiência  do convívio social foram incorporados aos direito como valores jurídicos  de caráter genérico (direito à vida, por exemplo). O próprio  ordenamento reconhece que estas expressões normativas de caráter  genérico requerem concretização e isso somente pode se dar em hipóteses  determinadas. Assim, quando o ordenamento jurídico trabalhista confere  aos trabalhadores a possibilidade de se rebelarem contra o direito  contratualmente posto para a reconstrução dos limites obrigacionais, não  está, propriamente, estabelecendo uma contradição dentro do sistema,  que exporia o Direito do Trabalho à condição de um anti - direito, mas,  ao contrário fixando uma possibilidade concreta de tornarem reais as  “promessas” contidas nas fórmulas genéricas do Estado-social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Pode-se imaginar que esta “luta” por melhores condições  de trabalho seja mais uma questão sociológica que jurídica, pois a todas  as pessoas, mesmo nas relações civis, é dada a liberdade para  defenderem seus interesses e a partir daí firmarem relações jurídicas  que atende a tais interesses. A diferença é que no Direito do Trabalho  esta “luta”, ela própria, é garantida pelo direito resultando na  formação institucional de um direito à luta pelo direito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Interessante perceber ainda, que a consagração pelo  próprio direito da possibilidade de reconstruir, em situações concretas,  a ordem jurídica, representa um relevante fator de estabilização das  relações sociais, pois permite sua constante evolução, evitando assim, a  solução mais comum quando os interesses, sobretudo econômicos, entram  em conflito com o conteúdo obrigacional fixado no contrato, que é a da  cessação do vínculo, sendo de se destacar que no contexto coletivo mais  amplo a impossibilidade de composição dos conflitos pode gerar o  completo desajuste social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Importante, destacar que a abrangência deste direito,  não se limita à reavaliação das normas contratuais estabelecidas.  Integra-lhe igualmente, a lacuna, o vazio, ou seja, o que não for  fixado, em cláusulas específicas, já que o vazio não é apenas um nada, e  sim a ocupação de um lugar daquilo que lá poderia estar. Trata-se de  uma regulação específica, quando necessária, de um valor jurídico de  caráter genérico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Por fim, mas não menos importante, pode-se compreender  que o Estado Social, ao considerar os trabalhadores como classe e  atraí-los nesta configuração para o contexto social, conferiu-lhes o  direito de defenderem os seus interesses, o que se traduziu  juridicamente como o princípio da constante melhoria da condição social e  econômica da classe trabalhadora, que se insere no conceito mais amplo  de justiça social e que representa a parcela mais importante do  compromisso firmado pelos detentores do poder, no período pós  Segunda-Guerra Mundial, de desenvolverem um capitalismo socialmente  responsável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;È assim, portanto, que o Direito permite aos  trabalhadores defenderem, por meio da greve os interesses que  considerarem relevantes para a melhoria da sua condição social e  econômica até mesmo fora do contexto da esfera obrigacional com um  empregador determinado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;A greve vista pela ótica do Direito Social,  consequentemente, é um instrumento a ser preservado. Ao direito não  compete limitá-la e sim garantir que possa ser efetivamente exercida e a  forma mais rudimentar de cumprir este objetivo é não impor aos  trabalhadores o sacrifício do próprio salário do qual dependem para  sobreviver. Não se trata de estabelecer os pontos de um jogo no qual  quem pode mais chora menos. O que o direito deve fazer é permitir que o  jogo seja jogado, atribuindo garantias aos trabalhadores para que o  valor democrático possa ter um sentido real. Negar aos trabalhadores o  direito ao salário quando tiverem exercendo o direito de greve equivale,  na prática, a negar-lhes o direito de exercer o direito de greve, e  isso não é um mal apenas para os trabalhadores mas para a democracia e  para a configuração do Estado Social de Direito do qual tanto nos  orgulhamos, afinal, foram as lutas históricas dos trabalhadores que nos  conferiram este legado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Conforme Ementa, da lavra de Rafael da Silva Marques,  aprovada no Congresso Nacional de Magistrados Trabalhistas, realizado em  abril/maio de 2010: “Não são permitidos os descontos dos dias parados  no caso de greve, salvo quando ela é declarada ilegal.” A expressão  suspender, existente no artigo 7 da lei 7.783/89, em razão do que  preceitua o artigo 9º. da CF/88, deve ser entendida como interromper sob  pena de inconstitucionalidade, pela limitação de um direito fundamental  não autorizada pela Constituição Federal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Cumpre acrescentar que do ponto de vista legal não há  diferença entre interrupção e suspensão do contrato de trabalho, embora a  doutrina tenha feito a diferenciação, sem ser unânime, de todo modo,  quanto aos critérios desta distinção. O fato concreto é que somente a  lei pode definir os efeitos dos casos em que o empregado tem o direito  de não trabalhar sem que se abale a existência da relação de emprego e,  no caso da greve, a lei não exclui o direito ao pagamento de salários,  embora diga que o contrato fica suspenso e não se pode atribuir tal  efeito, que se apresenta como grave e atinge direito fundamental, por  intermédio de interpretação extensiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Relevante destacar que conforme artigo 37, VII, da  CF/88, também o servidor público tem direito ao movimento grevista.  “Artigo 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos  Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios  obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,  publicidade e eficiência e também, ao seguinte: [...]; VII - o direito  de greve será exercido nos termos e nos limites de lei específica”&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Para o efetivo exercício do direito de greve não há  tolerar o desconto dos dias parados, salvo quando a greve for  considerada ilegal ou abusiva pelo poder judiciário. Só há direito à  greve com garantia plena à reivindicação por parte dos trabalhadores,  pois afinal, os trabalhadores em greve estão no regular exercício de um  direito, não se concebendo que o exercício desse direito seja fundamento  para sacrificar o direito à própria sobrevivência que se vincula ao  efetivo recebimento de salário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Considerando estes pressupostos teóricos, CONCLUO:&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;No caso específico da Universidade de São Paulo, além de  tudo isso, há o aspecto relevante de que está historicamente  incorporado ao patrimônio jurídico dos trabalhadores o direito ao  efetivo exercício da greve sem a ameaça anti-sindical do desconto do  salário dos dias parados. Qualquer alteração neste sentido, portanto,  além de ilegal representa um grave desrespeito ao instituto do direito  adquirido e à tradição democrática da universidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;As experiências democráticas e de construção da cidadania devem evoluir e não retroceder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Uma universidade, ademais, vista como ambiente de  construção e difusão da cidadania, projeta valores para a sociedade, e  dentro deste contexto o mínimo que se espera é que se permita o pacífico  e legítimo exercício da greve por parte daqueles que, com seu trabalho,  transforma o ideal de educação em uma realidade social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Os trabalhadores em greve, ademais, não estão alijados  da relação de trabalho. Não se pode considerar, desse modo, até mesmo  que estejam se ausentando do trabalho. Trabalhadores em greve não estão  trabalhando mas não estão ausentes do trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;Nada justifica, portanto, juridicamente falando, que se  descontem dos salários dos trabalhadores os dias de efetiva participação  no movimento grevista, ainda mais porque os salário é um direito  fundamental, necessário à própria sobrevivência do trabalhador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="spip"&gt;O exercício de um direito fundamental à greve, não pode ser fator de negação de outro direito fundamental, o salário.&lt;/p&gt;&lt;p class="spip"&gt;--&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="spip"&gt;Jorge Luiz Souto Maior  é professor do Departamento de Direito do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP).&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-3997277453447355788?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/3997277453447355788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=3997277453447355788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3997277453447355788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3997277453447355788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2012/01/sobre-o-direito-constitucional-de-greve.html' title='Sobre o direito constitucional de greve e a ameaça da reitoria de corte dos dias parados'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-8286544154422585738</id><published>2012-01-09T18:01:00.001-02:00</published><updated>2012-01-09T18:03:32.142-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Práticas ilegais da reitoria da UNICAMP</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;" class="mbl notesBlogText clearfix"&gt;&lt;p&gt;Em se tratando de um  Estado de direito, como normalmente se afirma existir no Brasil, que  ampara constitucionalmente o direito de greve dos trabalhadores  assalariados dos diversos ramos produtivos do país, qual é a  possibilidade de uma empresa pública (à despeito da lei que protege os  direitos do movimento paredista, bem como de determinação judicial  proibindo qualquer ato de ordem punitiva contra trabalhadores grevistas)  desrespeitar tanto a lei quanto a justiça e descontar integralmente os  salários de seus funcionários? Tal fato parece uma tolice fantasiosa.  Mas é justamente isto que está ocorrendo dentro das dependências da  Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É de  conhecimento da sociedade que, no segundo semestre de 2011, foi  deflagrada uma greve pelos funcionários da UNICAMP, cujas reivindicações  eram a isonomia salarial e de benefícios com os funcionários da  Universidade de São Paulo (USP); a extensão do auxílio alimentação para  os funcionários contratados pela Fundação de Desenvolvimento da Unicamp  (FUNCAMP); e o cumprimento de acordo firmado pelo Conselho de Reitores  da Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP), que garantiria o aumento  de uma referência salarial para todos os funcionários  técnico-administrativos da universidade. Apesar da legitimidade do  movimento de greve, a administração da UNICAMP, na figura do magnífico  reitor Fernando Costa, não apenas se recusou a negociar de fato as  reivindicações, como também determinou a aplicação de faltas aos  funcionários grevistas, em especial àqueles vinculados aos órgão da  administração da UNICAMP.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porém, no dia 01 de dezembro de  2011 o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas acatou o mandato  de segurança requerido pelo Sindicato dos Trabalhadores da UNICAMP (STU)  e determinou que a UNICAMP não registrasse qualquer tipo de falta aos  funcionários paralisados, uma vez que era necessário evitar o desconto  dos dias parados, e também considerando que a greve em nenhum momento  foi declarada ilegal. E, até este momento, a decisão continua em vigor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua  vigência, porém, foi ignorada pela administração da universidade, que  não apenas manteve as faltas aplicadas antes da decisão judicial, como  também aplicou novas faltas aos trabalhadores grevistas após a decisão.  Faltas, inclusive, aplicadas na condição de “injustificadas”, o que  obviamente é um grande absurdo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ora, basta refletir um  pouco para pensar nas graves consequências trazidas aos trabalhadores  pelo fato da reitoria da UNICAMP desrespeitar a determinação  constitucional do livre direito de greve, bem como a determinação  judicial contra a aplicação de faltas a estes servidores. Em dezembro,  parte destes funcionários tiveram significativos descontos em seus  salários, bem como prejuízos em suas férias e 13º salários. Em janeiro,  para piorar, os funcionários, que já não se encontram mais em greve, não  apenas tiveram prejuízos em seus benefícios, como receberam seus  holerites zerados: nenhum valor salarial foi pago aos funcionários. Por  ironia, os holerites desta primeira semana de janeiro informavam os  descontos integrais, enquanto desejavam “Feliz 2012” no rodapé do  documento.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desta forma, faz-se necessário denunciar as  ações arbitrárias da administração da  UNICAMP. Práticas abusivas e  hostis tuteladas pelo reitor, Fernando Ferreira Costa, e pela  coordenadora da Diretoria Geral de Recursos Humanos da UNICAMP (DGRH),  Patrícia Maria Morato Lopes. Atos que incidem em flagrante ilegalidade  contra a Constituição Federal (artigos 9º e 37, incisos VI e VII);  contra a Lei Federal 7.783/1989; bem como contra decisão judicial que  proíbe a universidade de aplicar faltas aos trabalhadores grevistas, uma  vez que a greve não foi declarada ilegal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Espera-se, com  isto, esclarecer à sociedade que a administração da UNICAMP, apesar de  se vangloriar da posição de liderança assumida pela universidade no  último ENADE, não tem voltado nenhuma atenção à valorização do seu  quadro de profissionais e técnico-administrativos (que contribuem também  para que esta universidade seja tão reconhecida), como também procura  calar seus servidores através de medidas punitivas, arbitrárias e,  portanto, completamente ilegais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sydnei Melo&lt;/strong&gt;, 24, é funcionário técnico-administrativo da UNICAMP.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-8286544154422585738?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/8286544154422585738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=8286544154422585738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8286544154422585738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8286544154422585738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2012/01/praticas-ilegais-da-reitoria-da-unicamp.html' title='Práticas ilegais da reitoria da UNICAMP'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7867077770992436763</id><published>2011-12-31T18:22:00.004-02:00</published><updated>2011-12-31T19:28:30.179-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perdão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano Novo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Dona Maria José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensava no que dizer como mensagem de final de ano para meus queridos amigos e leitores. Normalmente, a tendência é rememorarmos os momentos bons que vivemos no ano que se passou, e repensar aqueles que de alguma forma nos mostraram a necessidade de rever posturas e opiniões. Nada mais tradicional e batido, mas não menos importante. E, francamente, posso dar graças a Deus por um ano de muitas batalhas enfrentadas, muitos sonos perdidos, muitas preocupações, mas que coroou-se de maneira vitoriosa. E muitos de vocês, que leem estas palavras, que me acompanharam pessoalmente, ou pela internet, sabem bem que tortuosa e surpreendente foi esta estrada percorrida ao longo de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, ao invés de fazer uma retrospectiva, resolvi contar uma história. Uma história que aconteceu comigo há alguns dias atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns amigos acompanharam o périplo que fiz para chegar a Aracaju a fim de comemorar as festividades de final de ano com minha família. Havia perdido meu voo, e após passar a madrugada no aeroporto de Guarulhos, consegui finalmente embarcar em um voo rumo a Salvador, onde me dirigi a rodoviária local para comprar uma passagem de ônibus que chegaria à capital sergipana. Só sairia no início da tarde. Então fui ao shopping Iguatemi, que ficava nas proximidades, almocei, descansei, e me dirigi por volta das 12:45 à rodoviária, para esperar o ônibus, que sairia às 14. Aproveitei todo esse tempo para finalmente concluir uma tarefa que há alguns anos procurava fazê-lo: concluir a leitura integral da bíblia sagrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isto que eu fazia quando uma senhora, por volta dos seus sessenta anos, se aproximou de onde eu estava sentado. Porém, logo em seguida, precisou voltar ao guichê da empresa de ônibus onde havia comprado sua passagem. Não queria carregar suas coisas até lá, e então solicitou que eu observasse suas coisas e guardasse sua cadeira no setor de espera, para que finalmente resolvesse seus problemas. O que, tranquilamente, não objetei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passaram-se cerca de 30 minutos até ela retornar. Tempo bastante demorado, por sinal. E eu, naturalmente, estava preocupado: "Ela vai retornar?"; "e se der meu horário, o que que eu faço?". Preocupações desfeitas com seu regresso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após se sentar, a senhora aguardou um tempo, observou-me, e resolveu perguntar-me a respeito do capítulo de Apocalipse, que eu estava lendo. Começamos, desta forma, uma conversa agradável, conde falávamos sobre nossa fé, o que entendíamos a respeito das traduções da bíblia, qual era melhor, qual era pior, sobre como agir na vida, sobre agradecimento, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste tempo, aquela senhora, cujo nome eu ainda não sabia, resolveu me fazer uma confissão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela contou pra mim que estava muito preocupada pelo problema com a passagem. E como precisava acertar aquilo, mas não sabia o que fazer com suas coisas, acabou confiando a mim, um garoto qualquer com o qual ela nunca tinha conversado, seus pertences. Disse que confiou no fato de eu estar com uma bíblia no colo, lendo-a. Confiou em uma ética e retidão de caráter que ela associou ao fato de eu estar com minha bíblia em mãos. Acho que não preciso dizer que, mesmo em uma circunstância como essa, tal procedimento não costuma ser o adotado por qualquer pessoa. Pra ser sincero, eu mesmo não agiria assim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ela resolveu o problema, ela se dirigiu equivocadamente ao setor de desembarque da rodoviária de Salvador, que é bastante parecido com o setor de embarque, onde eu me encontrava. Daí sua demora. Ficou procurando aquele garoto com a bíblia na mão, pensando onde, afinal, ele estaria. "Escafedeu-se? Sumiu com minhas coisas?", ela pensou. Depois de um tempo me procurando, finalmente descobriu que estava no lugar errado, e aliviou-se ao me encontrar sentado na mesma cadeira de espera de antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois deste relato, ela olhou pra mim e disse que falava aquilo em tom de confissão, pedindo perdão a mim e a Deus por ter pensado qualquer coisa que desconfiasse da minha moral, daquele garoto que podia colocar a perder sua imagem de um rapaz de fé por ter feito qualquer coisa contra ela. Que estava feliz por ter me encontrado, e desculpando-se por ter, em determinado momento, desconfiado de minha retidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquelas palavras me deixaram profundamente emocionado, e era extremamente difícil para mim encontrar um chão. Ela nunca havia me visto. Ela não havia feito nada contra mim. Não havia me criticado. Ela poderia simplesmente deixar a história passar, e seguir feliz pra sua casa, com suas coisas. Mas não. Ela confessou um "pecado" para mim e para Deus!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu poderia terminar o meu ano orgulhoso das conquistas e dos aprendizados que tive, de cada batalha à qual a vida me conduziu. Mas todos os motivos, todos os ensinamentos e vitórias pelos quais posso agradecer neste ano dificilmente superam este aprendizado que apareceu de surpresa e cicatrizou o meu cotidiano. Antes de qualquer possível vanglória, Deus dava um tapa na cara do meu orgulho, me conduzindo a reflexões de horas, dias, a respeito daquele momento. Me fazendo pensar onde estavam meus planos, minha postura frente às pessoas e aos acontecimentos. Para onde eu estava destinando o meu caráter e os meus esforços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri que seu nome era Maria José. E agradeci: "foi um prazer conversar com a senhora, dona Maria José".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se há algum desejo que eu deva fazer para o ano novo que vem por aí, o faço para ela, bem como para todos vocês, familiares, amigos, leitores: a possibilidade de refletir frequentemente sobre o destino que se deseja assumir para sua própria vida, e no que isto vai implicar. O quanto de vitória, de perdão, de gratidão, de luta, de união, estarão presentes na sua rotina. E olha que o mundo anda realmente carente destas coisas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feliz ano novo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7867077770992436763?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7867077770992436763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7867077770992436763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7867077770992436763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7867077770992436763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/12/dona-maria-jose.html' title='Dona Maria José'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-2695138880108120577</id><published>2011-09-06T14:27:00.003-03:00</published><updated>2011-09-06T14:31:47.492-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><title type='text'>"Não precisa morrer pra ver Deus"</title><content type='html'>Há um tempo em que a selva é brutal, pesada e cinzenta. Mas também há um espírito resistente e incansável de soltar sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na trilha desta luta urbana, até as pedras manifestarão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/f35HluEYpDs?fs=1" allowfullscreen="" width="480" frameborder="0" height="295"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa morrer pra ver Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver tambem &lt;a href="http://sydneimelo.blogspot.com/2009/11/mais-amor-por-favor.html"&gt;Mais amor, por favor...&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-2695138880108120577?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/2695138880108120577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=2695138880108120577&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2695138880108120577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2695138880108120577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/09/nao-precisa-morrer-pra-ver-deus.html' title='&quot;Não precisa morrer pra ver Deus&quot;'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/f35HluEYpDs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6595736750907419764</id><published>2011-08-29T22:43:00.005-03:00</published><updated>2011-08-30T08:30:25.083-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criança'/><title type='text'>Uma menina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faltava uma hora para iniciar minha aula de inglês, e tinha muita fome. Pra fugir da rotina, fui até a Padaria Alemã para comer um daqueles lanches famosos do lugar. Pedi no pão francês mesmo, que tinha tamanho suficiente para satisfazer o meu apetite. Um calor infernal e seco. Estava só. Sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste tempo solitário, aguardando a chegada do meu alimento, que uma mocinha apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gatinha, toda espontânea. Parou em frente a vidraça, sob a qual eu também me encontrava próximo, vendo os carros formarem o tráfego na avenida. Ela estava do lado da calçada. Olhou pra mim, toda convicta. Decidi, então, sorrir pra ela. Ela devolveu o sorriso, dentes branquinhos como leite. Em seguida, fiz um sinal de positivo com a mão esquerda. Desta vez ela não fez tambem um sinal positivo. Resolveu perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que você vai comer?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estava do lado de fora, a mocinha falou alto o suficiente para qualquer pessoa perceber que ela estava gritando. Mas eu, que encontrava-me dentro da padaria, não podia me dar ao luxo de berrar respostas pra ela. Tentei falar o mais alto possível, e de maneira articulada: "Vou comer um lanche! Desse tamanho!" e procurei mostrar o tamanho do sanduíche com as minhas mãos, com um pouquinho de exagero: talvez tivesse o tamanho de uma bola de basquete. Ela ficou impressionada, e respondeu, com os olhinhos arregalados: "Nossa! Desse tamanho?!", fazendo a mesma projeção com as mãos. Sem querer, a gente foi aumentando, e quando vimos, o lanche já era da largura dos nossos braços abertos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi com a minha cara. E ficou ali, toda imponente, no alto de seus prováveis 1,20m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, chamaram meu nome, para retirar meu lanche. Fui buscá-lo, enquanto a gatinha embaçava a vidraça com a boca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sentei novamente à mesa, ela achou estranho o fato de eu comer com garfo e faca. Não seria muito fácil explicar isso pra ela, ainda mais estando do lado de fora da padaria. Mas logo já esqueceu esta curiosidade, arrematando outra: "O que você vai beber?!". Mostrei a latinha de guaraná a ela. Devolveu com uma declaração, toda encantada: "Ah! Eu adoro guaraná! Não, não, eu não adoro... Eu amo guaraná!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi então questionar sua independência como mulher: "Cadê sua mãe?!". Nessa hora, me forneceu uma resposta confusa, tambem abafada pela vidraças que nos separavam. Se entendi direito, a mãe dela estava trabalhando, e a Fabiana, aquela moça que estava na porta da padaria, a olhava naquele momento. E parece que a dona Fabiana percebeu a conversa, e a chamou pra ficar mais pertinho dela. Sem pestanejar, e zup! A gatinha saiu correndo... Mas quatro passinhos depois, voltou rapidamente, para encerrar aquele momento encantador que ocupou aqueles cinco minutinhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tchau!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, comi meu lanche, esboçando sorrisos e rindo daquele momento. E reafirmei algumas reflexões para eu mesmo: às crianças, pertence o Reino dos Céus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6595736750907419764?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6595736750907419764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6595736750907419764&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6595736750907419764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6595736750907419764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/08/uma-menina.html' title='Uma menina'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-1377199525851327024</id><published>2011-08-21T10:54:00.011-03:00</published><updated>2011-08-21T17:22:49.602-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>A fé atéia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.opovo.com.br/bigbangemprosa/files/2011/03/richard-dawkins.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 217px; height: 229px;" src="http://blog.opovo.com.br/bigbangemprosa/files/2011/03/richard-dawkins.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesta semana tive acesso a um diálogo a respeito de Deus, fé, ciência, ceticismo, entre outros elementos que compõem a complexa discussão que tem sido travada, principalmente no mundo anglo-saxão, entre ateus e religosos. Refiro-me a um vídeo que nos mostra um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tV9GDuhb-ec&amp;amp;playnext=1&amp;amp;list=PLDFB1335D7FFB9D50"&gt;debate&lt;/a&gt; entre o biólogo Richard Dawkins e o teólogo protestante Alister McGrath.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Dawkins é reconhecido em sua área de formação por conta de seus trabalhos sobre evolucionismo e genética, mas tem ganhado notoriedade tambem por suas reflexões que culminaram na escrita do polêmico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus, um delírio&lt;/span&gt; (2006), uma entre tantas obras que compõem a recente onda de trabalhos desenvolvidos em defesa do ateísmo por intelectuais como Sam Harris e Christopher Hitchens; McGrath é um eminente teórico anglicano, com trabalhos a respeito da relação entre as ciências naturais e a fé cristã, e um dos teólogos mais lidos do mundo atual. Entre suas obras, há dois títulos voltados diretamente ao debate promovido pelo biólogo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O delírio de Dawkins &lt;/span&gt;(2007) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Deus de Dawkins: genes, memes e o significado da vida&lt;/span&gt; (2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo promovido no vídeo não se trata, aparentemente, de uma tentativa de estabelecer diálogos e conexões entre a fé e os postulados científicos, mas sim de esclarecer e confrontar posicionamentos a respeito de categorias polêmicas. Trata-se de uma entrevista, produzida por iniciativa do próprio Dawkins, prontamente aceita por McGrath. Mais do que perguntas, McGrath está ali para oferecer respostas, imediatamente confrontadas por Dawkins. E neste diálogo pude perceber que, diferente do que Dawkins alega ter ouvido de outros religiosos com posições mais acirradas e fundamentalistas, McGrath articula de maneira muito interessante e sensata as aparentes divergências a respeito da forma e do desenvolvimento da natureza. Mas tambem, e acredito que seja o grande ganho deste debate, demonstra que a grande chave da cosmovisão cristã não é a forma do mundo natural, ou o significado de todos os episódios históricos, mas sim a ótica que o cristianismo concede para se olhar o mundo e, através desta ótica, agir na história, tendo como eixo a figura de Cristo: morto, crucificado e ressurreto, em uma demonstração de sacrifício realizada em favor e por amor aos homens. Talvez seja esta a figura que mais confunda os profundos críticos da religião, uma vez que parece inconcebível a imagem de um Deus que se encarna em um Filho, e é entregue por homens aos calvário por amor à própria humanidade. E é claríssimo como Dawkins demonstra, durante esta entrevista, que tal idéia seja profundamente absurda, mas através de argumentos tão esvaziados quanto as alegações dos mais agressivos religiosos fundamentalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas gostaria de apontar um momento em específico desta entrevista que me deixou um tanto consternado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/40/Alister_McGrath.jpg/200px-Alister_McGrath.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 238px; height: 331px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/40/Alister_McGrath.jpg/200px-Alister_McGrath.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se valendo do exemplo dos homens-bombas, Dawkins alega uma profunda preocupação com o fato de que, diferente de sua perspectiva de conflito no qual espera que seja possível sentar-se e conversar de maneira democrática, um extremista jamais se colocaria em um diálogo aberto, mas explodiria a ele e a seu interlocutor. Por admitir que a fé é capaz de causar esta coragem para que alguém dê cabo de sua própria vida e destrua outras, o biólogo questiona McGrath se é realmente correto educar crianças em uma perspectiva religiosa. O teólogo anglicano aponta que a chave para entender esta questão não seria a fé por si mesma, uma vez que ela tanto pode ser benéfica como tambem bastante perigosa; mas que se deveria partir de idéia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;natureza humana&lt;/span&gt; para compreender as raízes de uma violência que instrumentaliza tanto a religião quanto o ateísmo - e uma análise da história do ateísmo no século XX demonstraria isto. Dawkins afirma que McGrath provavelmente se refere à Stalin, e o teólogo complementa esta referência ao afirmar que, para Stálin, que se pautava pela ideologia marxista de cunho profundamente anti-religioso, a religião representava uma ameaça ao poder, sendo por isto duramente combatida. Finaliza afirmando que um problema principal seria o dogma, cujo poder seria intensamente destrutivo. Ora, para Dawkins há um ponto fora da curva: recusa-se a acatar a idéia de que o ateísmo pudesse fornecer bases para a violência stalinista ou hitleriana. Segundo Dawkins, o ateísmo de Stalin, ou de Hitler, é acidental (!). Em contrapartida, McGrath afirma que seria fácil compreender a crítica cética e humanista à religião no século XIX, considerando as inquisições como exemplos máximos; mas a história do século XX, que apresenta como um de seus episódios a violência perpetrada por um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ateísmo institucional&lt;/span&gt;, conduziria à conclusão de que tais episódios não provam ou negam a existência de Deus, mas evidenciam que os homens devem ser responsáveis por suas ideologias e seus impactos nas formas como vivemos. Finalmente, Dawkins recusa-se a aceitar o termo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ateísmo institucional&lt;/span&gt;, alegando mais uma vez que ideologias podem ser produtoras de fenômenos violentos, e que a fé pode ser acrescentada a esta lista, mas não o ateísmo. Este volta a ser tomado como um acidente no percurso de Hitler e Stalin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível não registrar que fiquei impressionado com a argumentação de Dawkins. Porque a crítica cética ao pensamento religioso é profundamente marcada pelos fatos históricos, e a recente onda neoateísta só foi possível devido à força que o fundamentalismo religioso tem exercido no cenário político internacional, bem como nos debates a respeito dos direitos civis. Isto é claramente observável. Porém, valho-me da surpresa ao perceber em um profundo crítico da religião uma perspectiva tão aguerrida de defesa do ateísmo como uma ideologia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;imaculada&lt;/span&gt;. E é provavelmente neste ponto que se encontram algumas das principais fraquezas dos argumentos de intelectuais como Dawkins e outros que constroem esta militância em prol do ateísmo. Como argumentar a fé como um elemento de necessária superação, se a própria defesa desta superação necessita de uma negação simplista dos exemplos históricos que a contrariam? Como requerer crédito à defesa de uma postura anti-religiosa, se esta mesma postura necessita de um dogma, uma fé, na qual se basear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que as teses desenvolvidas por estes intelectuais pecam justamente naquilo que mais rechaçam. Invocam um extremismo tão semelhante ao dos fundamentalistas religiosos para requerer a eliminação total da religiosidade como o verdadeiro caminho à paz humana. Não consigo definir esta crença na plena bondade humana e na plenitude de paz promovida pela razão senão como uma profunda&lt;span style="font-style: italic;"&gt; fé atéia&lt;/span&gt;. E tal como outras tantas perspectivas dogmáticas (religiosas ou não), demonstra-se infrutífera diante de qualquer possibilidade de conceber parâmetros políticos e culturais verdadeiramente democráticos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-1377199525851327024?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/1377199525851327024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=1377199525851327024&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1377199525851327024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1377199525851327024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/08/fe-ateia.html' title='A fé atéia'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6867428188539321516</id><published>2011-06-19T18:06:00.003-03:00</published><updated>2011-06-19T18:20:06.261-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia'/><title type='text'>Canola</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/mimyrogers/5850339700/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 333px; height: 500px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2436/5850339700_2ffa108dbd.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Porque canola também ilumina tardes frias de outono. Resplandece as cores da criação. Demonstra a resistência da vida, que parece tão efêmera, em conjunto com a beleza deste céu enorme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha amiga &lt;a href="http://twitter.com/#%21/mimyrogers"&gt;Mimy&lt;/a&gt;, autora desta imagem, que nos agracia com tal sensibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6867428188539321516?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6867428188539321516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6867428188539321516&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6867428188539321516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6867428188539321516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/06/canola.html' title='Canola'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2436/5850339700_2ffa108dbd_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6386951852441032234</id><published>2011-06-06T16:54:00.006-03:00</published><updated>2011-06-09T16:12:39.291-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><title type='text'>Um laicismo equivocado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://f.i.uol.com.br/folha/esporte/images/11157202.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 410px; height: 197px;" src="http://f.i.uol.com.br/folha/esporte/images/11157202.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Iranianas choram por conta da decisão da FIFA pela preservação de um&lt;br /&gt;espaço público laico e democrático&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi com pesar que soube da notícia de que a seleção iraniana feminina de futebol havia sido &lt;a href="http://folha.com/es925948"&gt;desclassificada&lt;/a&gt; das eliminatórias para a próxima edição dos jogos olímpicos, que acontecerão em Londres, em 2012. E o mérito não é o futebol desta equipe, que nunca vi em campo. A eliminação é decorrente do fato de elas terem entrado em jogo, contra a seleção jordaniana, cobrindo suas cabeças com o véu (vestimenta mais do que conhecida, e comum na cultura dos países de maioria muçulmana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FIFA, entidade máxima do futebol mundial (a despeito de todos os casos de corrupção que a envolveram nestas últimas semanas), estabeleceu protocolo para que nos jogos de futebol sejam proibidas quaisquer manifestações de caráter ideológico, pessoal, comercial e, como se vê, religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussão semelhante, a respeito de manifestações religiosas, surgiu na Copa de 2010, por conta de críticas a jogadores que, em suas entrevistas ou em comemorações de gols, faziam vistosas exibições de textos com referências a figura de Jesus Cristo, ou declarações em que enfatizavam seus agradecimentos a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta busca por um terreno laico para o exercício do esporte, como algumas autoridades do mundo da bola, principalmente europeus, tem procurado afirmar, parece estar em um âmbito bastante equivocado. Eu poderia dizer até, perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui crítico deste tipo de política de contenção de manifestações. No primeiro momento em que surgiram as críticas aos jogadores cristãos a respeito de seus proselitismos dentro das quatro linhas, sempre concordei que qualquer exagero deveria ser discutido e trabalhado em outras esferas que não o da proibição pura e simples. O futebol, como principal esporte mundial, envolve diversas identidades culturais, inclusive religiosas. Portanto, sempre entendi que atitudes sensatas deveriam trabalhar o esporte como espaço democrático de manifestação de idéias e identidades, sob a égide da tolerância e do diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a proibição da seleção feminina iraniana de participar das próximas olímpiadas, por conta do uso do véu, é evidência maior de que, não apenas a FIFA não se dispõe à construção de um diálogo internacional a respeito das diferentes identidades culturais, como demonstra que sua decisão bebe da mesma fonte das políticas de intolerância secular que ascendem em um número significativo de países europeus, baseadas no discurso de que o espaço público laico deve ser preservado de qualquer interferência de fundo religioso, e que todos os cidadãos, a despeito de suas crenças e valores, deve submeter-se em última instância à tutela do Estado nacional e isento de valores religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário observar, porém, que tais políticas inserem-se em um contexto agudo de emergência de uma nova direita nacionalista, temerosa com o ingresso de contingentes de imigrantes, sobretudo vindos de países de predominância muçulmana - os mesmos países que, em época anteriores, foram sugadas por estes Estados europeus, antigos impérios coloniais que interferiram (e até hoje interferem) na soberania destes povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de debates acalorados sobre a inclusão de novos atores sociais na cena política, de um necessário revigoramento das discussões a respeito do multiculturalismo, e de um novo ascenso do movimentos democráticos (no mundo árabe, e que já bate à porta dos países europeus), a política de intolerância à identidade religiosa só possibilita afirmar que o laicismo, como eixo organizacional do Estado e da sociedade contemporânea, necessita assumir um novo significado, pelo qual não seja capaz de construir (e nem mesmo de tangenciar) discursos de exclusão de identidades culturais, sobretudo religiosas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6386951852441032234?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6386951852441032234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6386951852441032234&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6386951852441032234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6386951852441032234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/06/um-laicismo-equivocado.html' title='Um laicismo equivocado'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-3038177827757112053</id><published>2011-05-20T21:29:00.005-03:00</published><updated>2011-05-20T22:17:44.491-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Socialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><title type='text'>É possível fazer o socialismo com fé em Deus?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta que dá título a esta publicação foi feita pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pasquim&lt;/span&gt;, em 1980, ao marxista Leandro Konder. Abaixo, segue um trecho de sua resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dos tempos de Marx para cá, muita água passou por baixo das pontes. As idéias de Marx seguiram caminhos mais variados e surpreendentes do que o próprio Marx poderia ter imaginado: caminhos que vão desde a União Soviética até a China, passando pela Romênia, pela Iugoslávia, pela Coréia do Norte, pelo Cambodja, por Cuba, pela República Democrática Alemã, por Moçambique, pela Bulgária, pela Hungria, pela Albânia, pelo Vietnam e pela Polônia. Quem é o genuíno herdeiro de Marx, o legítimo atualizador da perspectiva marxista? É Leonid Brejnev, Teng Hsiao-ping ou Santiago Carillo? É Fidel Castro, Enver Hodja ou Georges Marchais? Berlinguer ou Samora Machel? O fantasma de Stálin ou o de Trotsky? O fantasma de Mao Tse-tung ou o do marechal Tito? Como não existe nenhum 'marxímetro', capaz de medir o teor de marxismo contido em cada posição, é compreensível que um número cada vez maior de pessoas esteja chegando à conclusão - lúcida - de que o marxismo não tem dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se o marxismo não tem dono, com maior razão se pode dizer o mesmo do socialismo, que é um conceito mais amplo que o marxismo (porque pode haver socialismo que não seja marxista, mas não pode haver marxismo que não seja socialista). Seria, portanto, grotesco se os marxistas pretendessem ter o monopólio do socialismo e se negassem a reconhecer que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;socialismo é de quem o fizer&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos mudaram muito desde a época de Marx. Os caminhos do cristianismo não se mostraram menos variados e surpreendentes que os do marxismo. No século 19, havia poucos cristãos do lado da classe operária; hoje há milhões de cristãos integrados nos movimentos reivindicativos dos trabalhadores, enfrentando na prática os privilégios do capital e aprendendo na escola da vida o que Marx ensinou nos livros. Mesmo continuando a ser cristãos e continuando a ter fé em Deus, esses lutadores &lt;span style="font-style: italic;"&gt;agem&lt;/span&gt; por vezes como se fossem revolucionários marxistas. Às vezes agem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;melhor do que os marxistas &lt;/span&gt;no fortalecimento do movimento operário. Com que autoridade alguns marxistas sectários, enciumados, poderiam impedi-los de assumir o lugar que ele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conquistaram &lt;/span&gt;na efetiva vanguarda dos movimentos de massas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas sociedades modernas, complicadas, a classe operária precisa travar uma luta política prolongada, que depende da sua capacidade de mobilizar aliados, somar forças, ocupar-manter-e-ampliar todos os espaços democráticos que o movimento de massas consegue abrir no interior do sistema capitalista.  Por isso - para avançar através da democracia na direção do socialismo - a classe operária precisa do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pluralismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marxistas sectários não se sentem seguros quanto à capacidade deles de conquistarem para o marxismo, no dia a dia, na prática consequente da democracia, a hegemonia na vanguarda das lutas de massas: por isso, procuram garantir antecipadamente a hegemonia para eles, recorrendo a procedimentos 'golpistas' e causando estragos no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pluralismo&lt;/span&gt;. Não compreenderam, ainda, que qualquer prejuízo sério caussado à democracia acarreta grandes danos também à luta pelo socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer 'golpismo' e qualquer discriminação sectária provocam um estreitamento na base social e política que a classe operária precisa assegurar para não ser isolada pelo grande capital e para avançar na direção do socialismo. Nessas condições, como marxista, eu responderia à pergunta formulada pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pasquim&lt;/span&gt; da seguinte maneira: não só é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;possível&lt;/span&gt;, como é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;absolutamente necessário &lt;/span&gt;que o socialismo seja feito também - e decisivamente - por gente que tem fé em Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O marxismo na batalha das idéias&lt;/span&gt;, publicado em 2009 pela editora Expressão Popular.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-3038177827757112053?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/3038177827757112053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=3038177827757112053&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3038177827757112053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3038177827757112053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/05/e-possivel-fazer-o-socialismo-com-fe-em.html' title='É possível fazer o socialismo com fé em Deus?'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6313965462331226439</id><published>2011-05-07T15:15:00.011-03:00</published><updated>2011-05-07T23:34:17.822-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>"Nem todo pecado é crime"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última quinta-feira, 05 de maio, o STF reconheceu e estendeu direitos, já existentes para casais heterossexuais que tenham união estável, a casais homossexuais que encontrem-se na mesma situação. A decisão representa um avanço de direitos e acesso, por exemplo, a pensões alimentícias, herança em caso de falecimento do parceiro(a), inclusão de dependência em planos de saúde, entre outros direitos antes destinados apenas a casais heterossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da decisão unanime dos ministros, e do apoio público recebido pela medida, muitos se opuseram às interpretações e à nova orientação definida pelo Supremo, marcadamente os religiosos, representados na figura da CNBB (que declarou-se na sessão do Supremo contrariamente à possível decisão favorável) e de representantes do mundo evangélico, como o Pastor Silas Malafaia e o Deputados Marcos Feliciano. Além, é claro, do Deputado (e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;persona non grata&lt;/span&gt;) Jair Bolsonaro, que após a finalização da sessão da Suprema Corte, declarou que agora faltará a "legalização da pedofilia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que é perda de tempo comentar as patavinas de velhas carolas da ditadura, como Jair Bolsonaro. Porém, creio que cabe, como cristão e inserido no debate que, tenho certeza, tomará conta dos sermões dominicais nas próximas semanas, posicionar-me quanto ao episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação eufórica de setores religiosos quanto à medida gera pavor, e também o entendimento de que há uma grave e errônea interpretação a respeito do papel do Estado, e do papel da Igreja (ou dos religiosos) no cenário político democrático brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fizeram os ministros, bem como os simpatizantes à decisão do STF, devo relembrar que o Estado brasileiro é laico, sem vínculos com nenhuma religião. Portanto, por convicções laicas e democráticas, o Estado deve atuar no sentido de prover o pleno acesso a direitos para todos os cidadãos brasileiros, independente de sua cor, gênero, ideologia, e (neste caso, principalmente) convicção religiosa e orientação sexual. Ora, tais premissas são incompatíveis com uma exclusão da figura dos direitos e da proteção à dignidade humana às pessoas que não se declarem heterossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atento, porém, que meu posicionamento difere da mera divisão entre Estado e Igreja, como se a mesma fosse identificada como Público e Privado, incapacitando o exercício político dos atores religiosos. Não distinguo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homem religioso&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homem político&lt;/span&gt;. Trata-se de uma falsa polarização que visa apenas a sectarização do cenário político. As convicções morais e ideológicas são as mesmas: ninguém pode defender uma causa no parlamento ou no partido, e não defendê-la da mesma maneira no templo ou na paróquia. E vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que explicito, então, não é a "dupla-face", mas a necessidade de que os atores religiosos se proponham ao diálogo democrático. Um diálogo que pode ser intransigente na defesa de direitos básicos e reconhecidos como direitos humanos em caráter universal, mas que não procura negar a diferentes atores o acesso a estes mesmos direitos. A Igreja deve, necessariamente, colocar suas disposições políticas em favor da defesa da dignidade humana, ou simplesmente respeitá-la quando algum destes princípios se parecer moralmente negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que ocorre neste caso. Homossexuais lutam, há anos, pelo reconhecimento de suas uniões estáveis, para adquirirem direitos de herança, pensão e dependência econômica, que antes eram destinados apenas a casais heterossexuais. E a livre orientação sexual é direito de todo brasileiro. Se existe esta liberdade, os diferentes sentidos desta orientação (homo ou heterossexual) não podem condicionar o acesso a outros direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éd René Kivitz, em seu perfil no &lt;a href="http://twitter.com/#%21/edrenekivitz/status/66510669066932224"&gt;Twitter&lt;/a&gt;, afirmou: "Nem todo crime é pecado, nem todo pecado é crime". Mesmo que religiosamente as práticas homossexuais sejam reconhecidas como imoralidades, não vivemos em um Estado religioso, mas em um Estado laico (Graças a Deus), que não criminaliza a liberdade de orientação sexual. Portanto, imoral se torna a defesa religiosa da manutenção da clandestinidade dos homossexuais no que tange a direitos e deveres constitucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, creio que a polêmica passa por um segundo ponto, que é uma espécie de "personalidade bipolar" das correntes evangélicas em suas reflexões sobre o Estado. Entendo que exista uma retórica esquizofrênica. Ao mesmo tempo que o apostolado da moderna cristandade eletrônica rechaça qualquer interferência do Estado nos espaços eclesiásticos, age no sentido de estabelecer suas convicções religiosas, sem as depurações necessárias e proveninentes do debate público, como instrumentos de orientação e prática do Estado. Mas isto é pano pra muita manga, e penso que tal discussão cabe para um outro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de um número significativo de casais homossexuais é um dado da realidade. A negativa de direitos, neste sentido, é incoerente com os valores democráticos. Portanto, posiciono-me favorável ao reconhecimento da união homoafetiva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6313965462331226439?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6313965462331226439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6313965462331226439&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6313965462331226439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6313965462331226439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/05/nem-todo-pecado-e-crime.html' title='&quot;Nem todo pecado é crime&quot;'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6720919969157652062</id><published>2011-04-27T13:32:00.004-03:00</published><updated>2011-04-27T14:23:15.235-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soberania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Vencendo a morte</title><content type='html'>&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje pela manhã, em conversas com meus amigos João Vinícius e André Eler pela internet, este último nos encaminhou um texto, de sua autoria, a respeito da tragédia no Realengo. E decidi publicá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que trata-se de uma reflexão brilhante a respeito de como somos impotentes, tão semelhantes àqueles jovens estudantes e mesmo àquele homem destroçado  e pertubadoramente assassino. E como somos dependentes desta graça ilógica e inexplicável que continua, a despeito de nós mesmos, nos dando vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Relaxa, &lt;span&gt;gordinho&lt;/span&gt;,  eu não vou te matar." Parece piada, mas essa é a crônica que mais me  emocionou nessa que foi, provavelmente, a maior tragédia em ambiente  escolar no Brasil. Pode parecer específico demais, mas é válido  ressaltar este aspecto: trata-se de um lugar de aprendizado e, por  isso, qualquer ato como o que matou as dez meninas e dois meninos em  Realengo toma proporções ainda mais dramáticas. Escolas, lares e igrejas  deveriam ser os lugares onde qualquer pessoa -- e especialmente pessoas  em formação -- estivessem mais protegidas na face da terra.&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br /&gt;Deveriam.  E é por isso que, por mais que se critique a espetacularização da  tragédia, são esses episódios inusitados que mais causam comoção no  espaço público. É exatamente por lares, escolas e igrejas serem lugares  tão próprios da vida privada que um ato que lhes tira a paz plena  torna-se o  tema preferido da comoção pública. A família, o ensino e a fé são  direitos intocáveis. É isso que mais espanta. Os escândalos nesses três  âmbitos nos fazem desacreditar no mundo.&lt;br /&gt;Daí,  ocorre-me o testemunho de Mateus, um moleque que tem muito mais a dizer  do que qualquer especialista em psicologia de psicopatas. Ele disse que  o atirador do Realengo dava tiros nas cabeças dos colegas. Ele pensou  que fosse morrer. Pediu a Deus para que não morresse. Começou a orar -- e  um pouco de atenção aos falantes brasileiros nos dá a dimensão de que  Mateus foi criado em um ambiente em que a fé cristã é primordial,  provavelmente um lar evangélico da Zona Oeste do Rio. E orando, ouviu  sua sentença: "Relaxa, &lt;span&gt;gordinho&lt;/span&gt;, eu não vou te  matar." Só uma boa dose de monstruosidade explica um massacre de  adolescentes em uma escola de um bairro pobre. Mas nada explica por que  um monstro dispensa favor ao &lt;span&gt;gordinho&lt;/span&gt;. Que  monstrusidade é essa que se compadece de alguém quando o vê se entregar a  Deus? Por outro lado, que fé é essa que julga e condena a todos, e se  consuma com o sangue de inocentes? Que tipo de doença produzem nossos  conceitos equivocados da pureza do sacrifício de Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Talvez   eu tenha me identificado com o Mateus. Eu também cria, aos 12, 13 anos,  que uma oração às vezes tem poder quando não há nenhuma saída. Eu era  um dos poucos gordinhos da turma. E também me sentia impotente em  relação ao mundo. Só que Mateus me encanta mais pela forma como o  destino lhe devolveu a vida. De graça, sem explicação, num ato de  misericórdia de um coração onde parecia não haver misericórdia alguma --  e não se enganem achando que isso torna o atirador melhor. Para as  famílias dos que morreram, para os adolescentes e pais traumatizados e  para a maioria de nós, indignados, o único conceito que explica o nosso  próprio Columbine é a desgraça. Alguns, no entanto, percebem que  desgraçados somos todos -- por sermos propensos a praticar atos  selvagens como os do atirador,  ou por sermos incapazes de reagir a eles, ou por reagirmos tarde demais  e salvando dezenas de adolescentes, como fez o sargento Alves,  carregarmos o peso de doze mortes. É a esses que percebem o quanto somos  mesmo desgraçados que o testemunho e o olhar de Mateus devolve a  esperança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;Se não nos resta mais nada, se nada faz mais sentido, se a vida é  cenário de guerra, se caíram mil a teu lado e dez mil a sua direita,  então que você respire é presente de Deus. Mateus me fez chorar lágrimas  que transformaram a desilusão total em esperança. Esperança tão lógica  quanto acreditar em ressureição. Não tem lógica nenhuma, mas de que  outro jeito eu poderia crer na vida num momento em que, de tudo, só  sobrou a morte? Relaxa, &lt;span&gt;gordinho&lt;/span&gt;, você precisa viver para poder mostrar que é possível vencer a morte, por mais que isso não faça nenhum sentido agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/#%21/andreeler"&gt;André Éler&lt;/a&gt; é estudante de jornalismo da ECA-USP, membro da Igreja Presbiteriana da Ilha dos Araújos, em Governador  Valadares, e frequenta a Igreja Presbiteriana do Butantã, em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6720919969157652062?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6720919969157652062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6720919969157652062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6720919969157652062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6720919969157652062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/04/vencendo-morte.html' title='Vencendo a morte'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-1381388160574753671</id><published>2011-03-30T22:14:00.006-03:00</published><updated>2011-03-30T23:40:59.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Reflexões sobre a morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-1LZEIgbR_Dk/TVl06fywRKI/AAAAAAAAAqw/oKYkrii5ttM/s1600/chuva-8.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 264px; height: 189px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1LZEIgbR_Dk/TVl06fywRKI/AAAAAAAAAqw/oKYkrii5ttM/s1600/chuva-8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesta semana fui surpreendido com a notícia do falecimento de uma antiga amiga, que há tempos não tinha contato. Uma moça linda, extremamente simpática, e que aparentemente parecia ter um futuro brilhante pela frente. Sua vida foi ceifada em um acidente automobilístico. Deu-se a hora de ir brilhar como uma estrelinha no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal situação me deixou, digamos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;out&lt;/span&gt;, suspenso, num redemoinho de pensamentos que varreram minha mente nestes últimos dias. Depois de tanto tempo sem diálogos - e não por vontade, mas por sequelas de uma rotina somada a distâncias que, por mais que nos esforcemos, sempre acabam relaxando os antigos contatos que ficaram para trás -, receber tais notícias nos deixam profundamente impactados. Ainda mais considerando as circunstâncias que envolvem o evento de um tom extremamente chocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionar este episódio com o hall de fotos e mensagens de seus perfis nas redes sociais (que saí a buscar, naturalmente, pra saber como ela estava); as mensagens dos amigos, inconformados com a perda; e apenas imaginar o sofrimento de seus pais, ao verem sua jovem filha partir da vida; estas coisas me remeteram a conclusões duras, que nessas horas temos extremas dificuldades para admitir: nunca mais um oi, que seja, poderá ser dito. A vida expirou; e por mais que não devamos pensar nela, para não enlouquecermos, a morte pode nos arrebatar em um momento qualquer. Um lapso, e ao pó retornamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clareza de que a vida se esvai como um sopro é uma das mais duras e necessárias realidades que devemos guardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas refletir sobre a realidade da morte não é uma tarefa remetida apenas aos episódios extraordinários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a vida possuir sentido, deve-se atribuí-lo um. E só se atribui este sentido mediante uma causa. Não que todos tenham a obrigação de se engajarem por uma. Mas há graça em viver a própria vida sem arriscá-la por um sonho? Um sonho que seja muito maior do que você? Deparei-me com nomes diversos, de homens e mulheres que arregaçaram as mangas para desfrutarem o que a vida humana e natural poderia oferecer de melhor a elas. E que se propuseram a reivindicar e lutar por bandeiras que queriam ver cumpridas em sua vida, posto que a ausência delas significava a falta de liberdade para desfrutar a própria vida. E que sabiam que, à partir do momento que ousassem dar o primeiro passo, teriam o frio tenebroso da sombra da morte rondando seus pés. E que foram alcançadas por esta sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não estou aqui falando de pessoas que simplesmente desencanaram de suas próprias existências. Duvido que qualquer um deles não tivesse vontade de que todas aquelas lutas não levassem ao extremo de atingirem suas vidas fatalmente. Todos que alçam um sonho desejam estar vivos para vê-lo em concreto. Porém, muitos na história não tiveram este privilégio. Mas tornaram-se figuras de um tempo. Tempo de transformações. Referências perenes para a luta de seus grupos e povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário viver. Plenamente, desfrutar as cores e os sabores dos bons frutos do mundo e do seu suor. A liberdade deve estar dada. É preciso vivê-la pois, por um instante, e de repente, a vida passa. Como um sopro. Deve-se haver história pra guardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a liberdade não estiver dada, ela deve ser buscada. E liberdade se conquista. Com suor e luta. E aí, a vida deve marcar a história. Com um sentido que se alcança em vida, ou depois. É necessária a clareza e a vontade de seguir em frente, em nome de uma causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seja necessário morrer por ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-1381388160574753671?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/1381388160574753671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=1381388160574753671&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1381388160574753671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1381388160574753671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/03/reflexoes-sobre-morte.html' title='Reflexões sobre a morte'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1LZEIgbR_Dk/TVl06fywRKI/AAAAAAAAAqw/oKYkrii5ttM/s72-c/chuva-8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5838244890353108289</id><published>2011-03-21T23:33:00.004-03:00</published><updated>2011-03-22T12:48:59.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imperialismo'/><title type='text'>Can we also?</title><content type='html'>Obama passou pelo Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estadia do presidente estadunidense provocou muitas reações controversas. Era de se esperar. Muito diferente do antecessor, Bush, que carregava altíssimos índices de rejeição popular tanto a nível nacional quanto a nível mundial, devido a sua política assumidamente belicista e conservadora, Obama carrega (pelo menos fora das fronteiras de seu país) a marca de um progresso, da oportunidade. É o início de uma nova era dos direitos humanos. E da ascenção dos direitos políticos e sociais explicítada na figura de um negro na presidência norte-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem... No discurso as coisas parecem realmente mais fáceis de se distinguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama passou pelo Brasil. E andou por estas terras com a garantia de que sua figura seria recebida de braços abertos por um povo de cor, que ousa ainda, com esforço, ver-se representada fora dos guetos encerrados pela estrutura de classes desigual sob a qual nosso país é subjulgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta diferença. É impossível não pensar em um paradoxo tão estranho como ver um presidente jogar bola com crianças faveladas brasileiras, enquanto, ao seu comando, forças militares internacionais intervêm sobre a Líbia. E porque a Líbia? E porque só a Líbia? Se é tão fácil derrubar um ditador sanguinário (e sim, Kadafi o é), porque tão fácil quanto é manter o silêncio sobre o resto das repressões igualmente aterrorizantes que os Estados árabes "aliados" exercem brutalmente sobre seus povos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que nós podemos esperar desta visita? Por mais que o papel diplomático internacional que o Brasil exerça se diferencie do proposto pelas potências ocidentais, e que o o país procure pautar seu protagonismo como potência emergente, o que significa ter o representante da principal liderança imperialista contemporânea em nosso solo? Nada ficou claro. O que há são acordos nebulosos, provavelmente enlameados pelas recentes polêmicas a respeito das revoltas árabes e da crise japonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, o que ainda temos são enganos. De se pensar que Obama ainda representa fatores positivos para a política brasileira e latino-americana. Enganos que não foram dizimados pela crise econômica do ano passado. E que sustentam robustos aparelhos de segurança que (e como não seria) assustam a quem quer veja Obama pisando nas ruas da Cidade de Deus. E jogam sombras sobre seus opositores mais ferrenhos. E que até os prendem, para o liberarem apenas após seu embarque ao Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Yes, we also can" diz a faixa do grupo de teatro da Cidade de Deus, que se apresentou ao presidente estadunidense. Com essa tamanha desigualdade e ilusão, não caberia uma nova ordem nesta frase? Talvez não seja necessário. Imagens também expressam tristes ironias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://f.i.uol.com.br/fotografia/2011/03/20/47880-970x600-1.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 399px; height: 246px;" src="http://f.i.uol.com.br/fotografia/2011/03/20/47880-970x600-1.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5838244890353108289?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5838244890353108289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5838244890353108289&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5838244890353108289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5838244890353108289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/03/we-also-can.html' title='Can we also?'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-8233212026691661920</id><published>2011-03-13T23:20:00.006-03:00</published><updated>2011-03-14T12:20:19.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soberania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Terremoto teológico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://exame.abril.com.br/assets/pictures/17545/size_590_planeta-terra.jpg?1288355962"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 262px; height: 196px;" src="http://exame.abril.com.br/assets/pictures/17545/size_590_planeta-terra.jpg?1288355962" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O mundo foi surpreendido tristemente pelo terremoto, seguido de uma tsunami, que devastaram o norte do Japão na última sexta-feira, deixando centenas de mortos e e milhares de desaparecidos. E à partir disto, manifestações e discussões diversas surgiram na opinião pública a respeito do fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Faço referência a uma delas, que tratou-se dos cristãos evangélicos discutindo o controle divino, ou não, deste episódio fatal. Infelizmente, muitas farpas foram soltas no meio deste debate. Afinal, tratar temas como a soberania de Deus sobre a história e a natureza é sempre uma discussão de viés extremamente complexo, e que na maioria das vezes não atingem conclusões importantes (e isto se não forem completamente estéreis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um ano, quando ocorreu o terrível terremoto que arrasou o Haiti, ceifando centenas de milhares de vidas naquele país miserável e abandonado, um professor universitário, que se encontrava no país naquela ocasião, encaminhou um e-mail bastante sincero a seus colegas de trabalho, o qual iniciava com uma reclamação típica daqueles convictos da inexistência de Deus. Ora, dizia, que Deus é este que permite que uma tragédia como esta se faça? Como pode existir um Deus que aceite que ocorra barbaridade tamanha para gente tão sofrida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos três dias, foi a vez dos cristãos se manifestarem com suas distintas posições. De um lado, em defesa de uma soberania divina plena sobre tudo e todos, cristãos defendiam a tese de que tais terremoto e maremoto, bem como todos os fenômenos sócio-históricos e naturais, jamais estariam fora do controle divino. O Deus onipresente, onisciente e onipotente jamais poderia ser soberano sem exercer a direção do mais microscópico fenômeno ao mais gigantesco, o que implica que a necessidade de seus fiéis é a de aceitar os fatos e buscar compreender o propósito presente no episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro, por compreenderem que Deus abdicou, por amor, de sua soberania, entendem que jamais aquele terremoto poderia ter acontecido mediante ordem divina. Abdicação esta que poderia signifcar, inclusive, a possibilidade de a história surpreender a Deus. Não se trata, desta maneira, de buscar o propósito por trás do fenômeno mortífero, mas exercer o ensinamento já enraizado no corações daqueles que crêem: orar e agir, inspirados pelo Pai e por seu amor, para consolar os que choram e sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À partir destas posições, diversos internautas, sejam teólogos e pastores ou simplesmente cristãos confessos, viveram um fogo cruzado de acusações. Teísmo aberto pra cá, fundamentalismo pra lá. Fariseus aqui, liberais ali. Houve inclusive quem alertasse um ao outro: isto é o que você pensa sobre deus. Mas Deus não é assim! Como se houvessem, profetas surgiram a rasgar o verbo na blogosfera cristã, gerando um debate infértil e inquisitório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando estas coisas, gostaria de fazer algumas pontuações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois extremos revelam a necessidade de se buscar um meio-termo, um equilíbrio. A dificuldade de sustentar qualquer destas posições mais radicais é evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos: a argumentação que fala em nome da soberania absoluta de Deus mediante todos os fatos sociais e naturais corre o risco de assumir a ingrata afirmação de que o Deus que é a fonte de todo bem é também a fonte de todo mal. E por consequência, a fonte de todo pecado. Portanto, os terremotos no Japão e no Haiti, o genocídios em Ruanda, a queda das Torres Gêmeas, Auschwitz, etc, seriam fruto da suprema vontade divina para os propósito que bem Lhe entendem. Ora, não é preciso se estender longamente para mostrar que os relatos bíblicos evidenciam a constante desobediência do povo hebreu em relação a vontade de Javé. Mas fiquemos com um exemplo bem simples, o de Adão e Eva, que se alimentaram da árvore proibida por Deus (Gênesis 3). Aos que crêem em sua literalidade, o casal agiu em desobediência divina. Aos que a vêem de modo figurativo, a humanidade desafiou e optou por uma vida e uma história sem Deus. E óbviamente toda a criação lida com as consequências disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os que defendem que Deus abre mão de sua soberania, como se homem fosse, se arriscam em contrariar de maneira explícita passagens bíblicas a respeito do pleno conhecimento do Criador acerca de sua criação. Deus tem pleno conhecimento acerca da vida, do espaço, bem como do tempo passado e do tempo futuro, ou seja, todo o tempo: nada pode surpreender a Deus. O Salmo 139 é exemplar neste aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então qual é a resposta possível a este problema? Esboço aqui minha visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de não haver soberania. Esta é intrínseca a Deus, pois é o Criador cuidando de sua criação. A dimensão do tempo é distinta, posto que para Deus todo o tempo, o começo e o fim, são de sua alçada, e não apenas o presente, como é para a humanidade. É a clássica diferença entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Khronos &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kairós&lt;/span&gt;: o primeiro referente ao tempo humano e imediato, e o segundo, ao tempo de Deus. Se o tempo de Deus é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kairós&lt;/span&gt;, significa que toda história está sob o olhar agudo do divino. Mas ter este olhar não significa controlar todos os fatos. A história vivida pela criação é a consequência de sua queda, portanto, de sua escolha de permanecer distante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que me leva a crer que nenhuma das três visões apresentadas aqui (incluindo a do nosso cético professor que testemunhou o terremoto haitiano) são justas. A soberania não tem a necessidade do controle total. Inclusive, controle este que, se quisesse, Deus poderia lançar mão (afinal, por ser o Criador, pode interferir da maneira como quiser no curso da história, como exemplifica Êxodo 7-12). Trata-se de compreender a permissão de Deus aos homens, o cuidar divino da humanidade sem amarras, para a qual Deus se humanizou mediante a vinda de Cristo, entregue em sacrifício por esta mesma humanidade, e vitorioso sobre a morte para proclamar: Eu Sou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente por esta reflexão sincera, ainda rabiscada, que creio que ela, a soberania, não deixa de existir, continuando como parte intrínseca da essência de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos, assim, seguir a orientação de Nosso Senhor: orar pelos que sofrem e choram. Lutar pelos que sofrem e choram. Deixemo-nos inspirar pelo propósito divino, em nossos corações, para agirmos, em amor, pelas vidas sofridas atingidas por esta terrível catástrofe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-8233212026691661920?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/8233212026691661920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=8233212026691661920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8233212026691661920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8233212026691661920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2011/03/terremoto-teologico.html' title='Terremoto teológico'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-1383684886778505954</id><published>2010-10-02T16:36:00.001-03:00</published><updated>2010-10-02T16:38:26.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Eleições 2010 - Porque voto no Plínio</title><content type='html'>Julgo necessário uma recomendação a todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, 03/10/10, ocorrem as eleições presidenciais. E em torno destas eleições, ocorre uma tentativa de polarização entre tucanos e petistas. A mídia joga pesado contra a candidata de Lula, é verdade. Mas diante de qualquer assédio anti-petista, não se deve iludir: a polarização é falsa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os projetos de tucanos e petistas diferenciam-se apenas na sua cara mais popular que o segundo lhe atribui. Que se diga: apenas a cara. A lógica dos dois governos foi a mesma: uma economia de diretrizes ortodoxas, com flexibilização de direitos, e benefícios a interesses da burguesia brasileira. Banqueiros e proprietários do agronegócio, empreiteiros e empresários da educação podem falar muito bem de todos os dividendos que conquistaram nos 16 anos em que PSDB e PT estiveram no comando do Brasil. E a corrupção, idem. Existiu tanto com PT quanto com PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta falsa polarização, muitos pensam na candidata do PV como uma alternativa. Um dos partidos brasileiros que mais evidenciam seu caráter fisiologista. Alia-se com PSDB em SP, e aliava-se com PT em nível federal. O que esperar de uma candidatura ambiental que se alia ao empresariado que explora nossas riquezas naturais? Acredito que nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante deste imbróglio, quero lhes apresentar a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio. Plínio não faz simplesmente stand up comedy na política. Plínio possui 60 anos de vida pública em favor dos pobres, participando ativamente das lutas sociais que vigoraram no Brasil do século XX. Católico, promotor público aposentado, é reconhecido internacionalmente por sua luta pela reforma agrária e pelo direito dos trabalhadores. Plínio é socialista, e por sua coerência, retirou-se do PT, em vista do abandono das bandeiras históricas deste partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plínio apresentou, nestas eleições, aos 80 anos, lucidez e desenvoltura. E principalmente: apresentou a divergência. Plínio nos apresentou um projeto socialista! Convido você a embarcar nesta luta necessária contra a manutenção da vigência dos interesses capitalistas, em prol de uma sociedade em que vigore, de fato, a igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas eleições, lembre-se: você tem opção. Plínio. 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vc mora em SP, recomendo ainda o voto para dep. federal em Ivan Valente, 5050. Está entre os deputados de maior reconhecimento de trabalho na Câmara. Conheça-o.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-1383684886778505954?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/1383684886778505954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=1383684886778505954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1383684886778505954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1383684886778505954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2010/10/eleicoes-2010-porque-voto-no-plinio.html' title='Eleições 2010 - Porque voto no Plínio'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6560033758630437349</id><published>2010-09-24T22:21:00.003-03:00</published><updated>2010-09-24T23:47:17.686-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Divagar</title><content type='html'>Tempo nublado. Ar úmido. Música funda, do outro lado do muro. Brisa fresca. Carro passando. Pés frios. Olhos caídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem escreve, marcha pelas teclas, pisada dura. A palavra, sua necessidade, surge pesada, sombria, a exemplo do bandido que não quer se desvendar. Àquele que deseja apenas, em sua tela, provar a si mesmo que ainda é capaz de dissertar a vida, resta, por fagulha de coragem, criar o que parece árduo, arrancar do abismo cada letra, cada sílaba cruel e fugídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criatividade não é algo das que mais estejam dispostas a florescer no seio da dura rotina dos homens. A força do trabalho, situada nesta lógica de séculos de exploração alheia, mais do que esvair-se em forma de lucro, ou simplesmente ir-se embora sem parecer ter sentido algum, aparentemente faz seus restos no caminhos pesarem sobre as sementes da criação. A velocidade e o imediatismo da vida, e das fontes pelas quais se produzem a imagem da história, nas notícias, nas redes e nos links, imprimem, para sua (talvez nossa) angústia, o temor de produzir subjetividade longa e explicativa, narrada em páginas. Dura rotina esta, que o homem enxerga com a certeza de que há algo estranho, uma fonte de dúvidas, uma interrogação, um mundo sem lhe e se pertencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiração, diriam outros. Prosa delicada e fascinante é a virtude dos geniosos. Que se deixe a estes a tarefa de escrever o mundo. Que ilusão. Nada mais do que a própria transmutação da lógica das divisões ao mundo das letras. O homem desespera-se pois, contra tal idéia, ele carrega consigo o desejo profundo de buscar a memória, sua história, suas lembranças, sua crítica e esperança. Mas as palavras teimam em surgir vagarosa e torturadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiração. Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite não é companheira de todas as horas. Ela pode agregar-lhe ânimo e vitalidade, ou consolá-lo em descanso. Mas pode simplesmente observar o homem, que caminha. Ruas com cheiro de gasolina e barulho de motor, restos de água nas sarjetas e nos buracos do asfalto. Ela te castiga. Te obriga a escrever sobre ela mesma, sabida de que seu esforço será incomum. Que dura, a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sente que está prestes a se esgoelar. Devagar, devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lhe resta silenciar, com a fé de que o horizonte há de apresentar-lhe uma graça. Uma chave de criatividade. Retroalimentada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6560033758630437349?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6560033758630437349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6560033758630437349&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6560033758630437349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6560033758630437349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2010/09/divagar.html' title='Divagar'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5408098370768281160</id><published>2010-06-04T00:16:00.003-03:00</published><updated>2010-06-04T01:08:16.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Che: uma breve nota sobre a obra de Sorderbergh</title><content type='html'>Na data de hoje, assisti à segunda parte da obra de Steven Sordebergh, "Che: A Guerrilha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta posterior etapa cinematográfica sobre a vida do heróico comunista  latino-americano relata os caminhos e as dificuldades percorridas na fracassada tentativa revolucionária em solo boliviano. Diferente do processo que se deu em Cuba, anos antes, em que o levante armado se fortaleceu e se multiplicou, bem como apoiou-se nos brados da população cubana, o movimento guerrilheiro na Bolívia não contou com a mesma sorte. Uma população camponesa indecisa e ameaçada, bem como uma ditadura muito mais preparada para enfrentar tais tentativas de transformação comunistas, conduziu ao cerco dos revolucionários e das esperanças de se concretizar a derrubada dos militares naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de meu costume o atrevimento de se realizar críticas de cinema. Porém, gostaria de fazer um breve comentário, mesmo que as idéias contidas e a forma como poderão ser expressas pareçam um tanto amadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero que Sorderbergh foi muito feliz em sua recriação cinematográfica da vida revolucionária de Ernesto Che Guevara. Quando assisti ao primeiro filme, cujo título é apenas "Che", era perceptível a apresentação de um personagem muito distante dos estereótipos que estamos acostumados a encontrar acerca de sua imagem. Não me refiro simplesmente à famosa foto de Alberto Korda, até porque esta já se tornou bastante conhecida, bem como devidamente vulgarizada, no universo do consumo. Falo do Che que é tomado até hoje como o grande herói, o mártir revolucionário, cujo memória de dor e sacrifício parece, às vezes, esquecida pelos mais audaciosos socialistas de nossa época.  Impressionou-me, à época, estranhamente, alguns marxistas com os quais convivi, que acabaram se "decepcionando" com aquele Che recriado por Sorderbergh: idealista, estrategista, influente, um grande líder, mas também preocupado, angustiado, asmático, aparentemente cruel. Ficou na boca, apenas, o gosto de ver representado nas telas um Che "endeusado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do segundo filme, passei a imaginar o que estes caros socialistas poderiam desgostar ao verem as severas dificuldades e o encerramento da obra com a exposição do herói morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mencionei, acredito que o diretor deste (e talvez possamos chamá-lo assim) épico, "Che", foi muito feliz. Pois distante de qualquer imaginação, idolatria e falta de compromisso com uma rigorosa realidade, Sorderbergh nos apresentou um herói que não é mito, nem deus, mas homem. E um homem de sonhos. E que através de seus sonhos, de seus ideais, apresentou-se obstinadamente à tarefa de conduzir uma luta pela justiça social, pela igualdade, pela transformação expressiva da realidade social em nosso continente. Che era um homem, que misturou em sua própria vida o desejo, a audácia, o sacrifício, em busca de uma verdadeira revolução latino-americana. E entregou-se à luta, ao desconforto, à dor, e morreu por este sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se discordar de seus métodos, ou até de sua bandeira maior. Mas é impossível negar a referência que Che guarda para a nossa história. Mais do que as imagens, suas idéias se eternizaram. Idéias de um mortal, na mais simples acepção da palavra; de um revolucionário, nas mais profundas significações que o termo pode representar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5408098370768281160?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5408098370768281160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5408098370768281160&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5408098370768281160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5408098370768281160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2010/06/che-uma-breve-nota-sobre-obra-de.html' title='Che: uma breve nota sobre a obra de Sorderbergh'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5370134618854939697</id><published>2010-05-13T23:36:00.009-03:00</published><updated>2010-05-14T00:56:35.204-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criança'/><title type='text'>"Não desprezeis a qualquer destes pequeninos": o paradoxo ético acerca da defesa da criança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face do meu Pai celeste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de Mateus, cap. 18, v. 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://homo100sapiens.blogs.sapo.pt/arquivo/f1025002SolidaoPeq1000Imag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 215px; height: 161px;" src="http://homo100sapiens.blogs.sapo.pt/arquivo/f1025002SolidaoPeq1000Imag.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Falar da criança é falar de algo precioso. Trata-se da principal expressão de um milagre, do alvorecer de uma consciência, do brilho refletido na espontaneidade singular que somente estes pequeninos podem apresentar. Como a palavra de Jesus Cristo nos afirma, nosso Senhor não deseja que nenhum destes pereça (Mt. 18, v. 14). E não apenas, mas antes mesmo, Jesus, chamando uma criança para perto de si, adverte aos seus discípulos, ansiosos por saber (e esta vã vaidade humana não poderia deixar de se desmontrar) quem seria o maior no Reinos dos céus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reinos dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe&lt;/span&gt; (Mt. 18, v. 3-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação com o bem estar da criança e com a referência espiritual em que se constitui é uma importante chave para a discussão que proponho aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a Igreja Católica tem sofrido críticas e denuncias extremamente graves a respeito de abuso sexual de menores por autoridades eclesiais, como padres e bispos, e o Vaticano, por muito, agiu de maneira absurdamente morosa para lidar com o desgaste de sua imagem e com o reconhecimento de que tal problema precisava ser solucionado, e seus autores devidamente punidos. E mesmo assim, a rigidez das instituições católico-romanas não permite, ou burocratiza severamente, a possibilidade de que sejam repensados determinados dogmas que estão instantaneamente associados a este caos moral vivido pelo catolicismo, como, por exemplo, a instituição do celibato clerical (o que compreendo como algo totalmente ultrapassado, e ouso dizer, injustificável biblicamente). De certa forma, acredito que este problema traga sequelas não apenas para o catolicismo, mas para a visibilidade dos cristãos no mundo todo, independente das denominações que possam representar. Até porque, sendo verdade que com uma frequência aparentemente menor, não se deixa de registrar eventos deste tipo no seio de comunidades evangélicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, diversos cristãos espalhados pelo mundo se atiraram na arena política em luta pela preservação e afirmação dos direitos da criança e do adolescente. Os cuidados com a necessidade de garantir a dignidade de nossos menores e o seu pleno desenvolvimento como ente humanos podem ser destacados nos trabalhos desenvolvidos por Zilda Arns (morta este ano no terremoto que devastou o Haiti) e a &lt;a href="http://www.pastoraldacrianca.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=66&amp;amp;Itemid=48"&gt;Pastoral da Criança&lt;/a&gt;, que há cerca de três décadas atua no Brasil, obtendo reconhecimento internacional, auxiliando no cuidado ao desenvolvimento integral da criança. De maneira mais recente, a &lt;a href="http://www.makanudos.org/"&gt;ONG Makanudos&lt;/a&gt; tem apresentado um importante trabalho atuando junto a crianças a adolescente de escolas publicas, com o objetivo de trabalhar sua inserção e sua afirmação com sujeitos em meio a sociedade. E é esta ONG que tem divulgado e organizado, recentemente, a realização da &lt;a href="http://www.estaacontecendoagora.com/marcha.php"&gt;Marcha contra a Pedofilia&lt;/a&gt; nas cidades de Campinas, São Paulo  e Juiz de Fora, no intuito de realçar no seio da população a necessidade da proteção e defesa da criança contra este crime arbitrário e totalmente afrontador à sua dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, temos um paradoxo ético, cuja solução se faz urgente: a Igreja não só deve se posicionar contra todo abuso contra a criança (e não se trata apenas da questão sexual, mas do abuso econômico que se expressa nos pedidos de esmola nas ruas; da manutenção do trabalho infantil, inclusive escravo) como também atuar de maneira plena no campo político-social em favor de nossos pequeninos. O abalo gerado pelos escândalos da pedofilia dentro do catolicismo nos soa como um escandaloso alerta: fugimos da revelação, abandonamos a nossa referência espiritual, a transformamos em lixo. Necessitamos, de maneira radical e imediata, agir contra toda opressão à criança e ao adolescente. Protegê-la da exploração de seu trabalho, defender ardorosamente o fomento das políticas educacionais e a inserção de todos os menores no contexto escolar (sempre pelo regimento do caráter público e de direito que a educação possui constitucionalmente), denunciar toda a falta de responsabilidade do poder publico quanto à sua saúde, resguardar a criança e seus direitos de toda iniciativa de violência que procurem lhe imputar (seja por meio da violência doméstica, ou mediante a sua criminalização por meio de tentativas conservadoras de redução da maioridade penal). E, como se demonstra, é urgente a revisão institucional da Igreja quanto a seus dogmas, uma revisão necessariamente cristocêntrica. Sim, sou um protestante clamando aos católicos: revejam seus preceitos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso nada mais é do que pautar-se no preceito básico que Cristo ordena a seus discípulos, e que o cristianismo adota como referência para sua estrutura espíritual, ética e moral. Cuidar de nossas crianças é uma maneira de responder ao chamado: quem receber uma criança em Seu nome, a Ele o recebe.  Contribui, assim, para consolidar um futuro, uma necessária esperança para toda a sociedade de que esta não terá suas gerações marcadas pela violência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5370134618854939697?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5370134618854939697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5370134618854939697&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5370134618854939697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5370134618854939697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2010/05/nao-desprezeis-qualquer-destes.html' title='&quot;Não desprezeis a qualquer destes pequeninos&quot;: o paradoxo ético acerca da defesa da criança'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-3588348699085185205</id><published>2010-05-09T15:35:00.006-03:00</published><updated>2010-05-09T22:03:23.135-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Pô cara, você não atualiza mais o seu blog não?</title><content type='html'>Há algumas semanas atrás, um caro amigo, Hugo Ciavatta, veio me cobrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pô cara, você não atualiza mais o seu blog não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Há tempos que não atualizo este espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que, há cerca de cinco anos, quando era um bixo neste mundo universitário, o espaço que sustentava antes (www.sydnei.zip.net) estava sempre renovado. Talvez o fato de não se ter à mente a preocupação com um trabalho, com a necessidade de uma grana, cuja falta poderia acarretar até mesmo o interrompimento de suas atividades acadêmicas, ou às vezes outras preocupações mesmo, que por certo poderiam desanimá-lo de continuar a fazer determinados hobbys, como escrever, acredito que tudo isto interferiu, de certa forma, na continuidade regular das publicações deste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo destacar, ainda, que o fato de manter um funcionamento cotidiano do blog contribuiu para a consolidação de uma vasta rede de contatos com outros blogueiros perdidos pelo Brasil afora. Gente do Pará, do Rio Grande do Sul, daqui de São Paulo mesmo, do Rio de Janeiro. Inclusive, pude conhecer um destes blogueiros pessoalmente, a Analu Valois, de Salvador, que esteve em Ribeirão Preto em 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um certo tempo, minha missão autoral foi interrompida pelas mazelas da necessidade de emprego, onde fui vender a minha força trabalho no comércio. Fiquei absolutamente impossibilitado de escrever. Era pensar ou comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a saída do emprego e a chegada no estágio que realizei no próprio IFCH, foi possível retornar à vida de blogueiro. Escrevia com frequência, umas três vezes semanalmente, e me sentia confortável de poder novamente colocar minhas idéias à prova. O tempo passou, e passados dez meses, fui chamado para trabalhar no emprego que me encontro até hoje, dentro da Universidade Estadual de Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá, a coisa foi mais cambaleante. Conseguia fazer uma postagem ou outra, de maneira a que determinadas impressões da realidade pudessem ser trabalhadas no "papel". Sempre com a constante variação temática que, de certa forma, marcou a cara desse blog: politizado, romantico, poético, religioso, ilustrativo, enfim, com a cara que sempre foi muito clara: um blog pessoal, com a disposição de falar sobre tudo que julgasse relevante. Que se diga mesmo: pessoal. Mas nesse ínterim, o blog teve seus momentos de abandonos, e na última tentativa minha de dar um movimento constante, decidi que postaria pelo menos uma vez por semana sobre assuntos diversos. Mas a ultima postagem, em dezembro do ano passado, foi fadada a registrar a cara do blog nos meses seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só o Hugo, mas também outras pessoas vinham comentar o por que do blog estar parado. E, é claro, a falta de compromisso com as publicações gerou um efeito mais que esperado, como qualquer pessoa que, sem o desejo da sociabilidade (ou sua impossibilidade), deveria esperar: a descontrução das redes sociais estabelecidas ao longo destes anos de trabalho virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há desculpas, a não ser o fato de que o consumo do tempo te obriga a escolher certas prioridades, mas que muitas vezes são mal aproveitadas, fazendo com que eu, na minha má escolha, viesse a abandonar um espaço que, pra minha formação, sempre foi de extrema relevância. Confesso que, sem este espaço, talvez eu me sentisse mais ignorante, posto que menos audacioso em expor aquilo que penso de uma maneira bem trabalhada, coerente, e que se diga, confrontativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo o caderno 12 de Antonio Gramsci, me deparei com o seguinte trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deve-se convencer muita gente de que o estudo é também um trabalho, e muito cansativo, com um tirocínio particular próprio, não só intelectual, mas também muscular-nervoso: é um processo de adaptação, é um hábito adquirido com esforço, aborrecimento e até mesmo sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que o uso deste trecho de Gramsci nesta postagem pode parecer de um viés extremamente grosseiro, mas não poderia deixar de registrá-la uma vez que tal advertência serviu de grande valia para mim, neste nível pequeno e pessoal, mas nem por isso menos importante. Para que não se perca o desejo e a prática, é necessário trabalhar. Botar os dedos no teclado e escrever. Ler e refletir. E dar a cara a bater.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Espero continuar a estimular os debates, com maior ânimo, à partir deste espaço, assim como muitos tem esperado que eu o faça. Até mais.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-3588348699085185205?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/3588348699085185205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=3588348699085185205&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3588348699085185205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3588348699085185205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2010/05/po-cara-voce-nao-atualiza-mais-o-seu.html' title='Pô cara, você não atualiza mais o seu blog não?'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7919440522380919378</id><published>2009-12-06T16:36:00.009-02:00</published><updated>2009-12-13T11:00:12.415-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Secularismo, islamismo e identidades</title><content type='html'>Caros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste fim de semana meu "entretenimento" foi um trabalho realizado no âmbito de uma das disciplinas que cursei neste semestre no IFCH/Unicamp. Vale lembrar, o último semestre antes de eu ser diplomado como licenciado em Ciências Sociais (carinha de felicidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio era mais ou menos o seguinte: criar uma página no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wiki&lt;/span&gt; da disciplina sobre algum tema atual, que pudesse se inserir no método dos responsáveis da disciplina, que se denomina &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sociologia de Ocasião. &lt;/span&gt;Comprei (e ainda compro) uma briga com o tal do termo, mas me dispus a tarefa com um tema recente que me chamou a atenção: as discussões acerca da proibição, mediante lei, do uso da burca nos espaços públicos franceses. Caso este que abarca diversas questões: nacionalismo, secularização, xenofobia, islamismo, etc, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, assim, de deixar o link para vocês conferirem:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cteme.sarava.org/Main/Islam"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cteme.sarava.org/Main/Islam"&gt;cteme.sarava.org/Main/Islam&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cteme.sarava.org/Main/Literatura#toc1"&gt;cteme.sarava.org/Main/Literatura&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo lembrar que todos os textos estão abertos a edição pelos alunos da disciplina, o que significa que outras pessoas podem alterar ou acrescentar informações ao trabalho que consta nos links.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7919440522380919378?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7919440522380919378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7919440522380919378&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7919440522380919378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7919440522380919378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/12/secularismo-islamismo-e-identidades.html' title='Secularismo, islamismo e identidades'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5140119075066362464</id><published>2009-11-27T08:31:00.005-02:00</published><updated>2009-11-27T08:56:13.794-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><title type='text'>Mais amor, por favor...</title><content type='html'>Espasmos necessários da minha estranha mania de ter fé na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hATvbuLtNB8/SrajFKVdgEI/AAAAAAAAADc/EXP1253bMLY/s400/mais+amor+por+favor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hATvbuLtNB8/SrajFKVdgEI/AAAAAAAAADc/EXP1253bMLY/s400/mais+amor+por+favor.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class="verses"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr class="odd"&gt;&lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           1         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr class="even"&gt;&lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;2&lt;br /&gt;        &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="odd"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           3         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="even"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           4         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="odd"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           5         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="even"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           6         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="odd"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           7         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="even"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           8         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="odd"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           9         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="even"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           10         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="odd"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           11         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="even"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           12         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="odd"&gt;         &lt;td style="font-style: italic;" class="index"&gt;           13         &lt;/td&gt;             &lt;td style="font-style: italic;" class="text" colspan="2"&gt;Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Palavras de Paulo, em sua primeira epístola aos Coríntios, cap. 13.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5140119075066362464?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5140119075066362464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5140119075066362464&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5140119075066362464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5140119075066362464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/11/mais-amor-por-favor.html' title='Mais amor, por favor...'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hATvbuLtNB8/SrajFKVdgEI/AAAAAAAAADc/EXP1253bMLY/s72-c/mais+amor+por+favor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5980892596214859</id><published>2009-10-31T14:07:00.009-02:00</published><updated>2009-11-10T08:53:47.371-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa'/><title type='text'>Do jeito que o diabo gosta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.fotoclub.art.br/worknu/nu2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 283px; height: 425px;" src="http://www.fotoclub.art.br/worknu/nu2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele rapaz não sabe muito o que quer da vida. Não tem pai rico. Talvez tivesse uma bolsa que garantise sua permanência na faculdade de forma mais tranquila, apenas dedicando-se ao estudo. Mas, como bem inserido na realidade da maioria de nossos jovens, ou trabalha, ou paga o pato. Foi trabalhar pra garantir o sonho seu e de sua família, de ter um curso superior, e pensar em ser alguém na vida. Veste a camisa, a gola aberta, o óculos que ganhou de presente da tia, aquele sapato que não vê a hora de tirar quando chegar em casa depois da aula. Calor infernal em São Bernardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garoto boa pinta. Mulher nunca foi algo do qual ele sentia falta: sempre teve uma para sí. Mesmo que não fosse o mais admirador dos "compromissos". Primeiro beijo aos catorze anos, quando ainda era um adolescentezinho meio tímido, mas em vias de libertar-se da própria inocência. Ou só apenas aparentava ser inocente. Não demorou muito pra ter sua primeira transa. Não achava aquela loira das mais bonitas, mas como já estava meio bêbado depois de umas rodadas de skol, não se importou com o que os outros pensariam. Capaz até de ter ganhado uns elogios como "cara, você realmente tem coragem". Se importaria mesmo se descobrissem que ele não havia topado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade que demonstrava no trabalho não parecia ser igual a que demonstrava com as garotas. Da mesma forma que tratava uma caneta, desfrutava de uma mulher. Muitas passaram pela sua mão. Seu desejo, quando se enfiava nos pagodes e nas festas com os amigos, no meio das batidas do funk, era de se deliciar com o suor, as roupas curtas, as mãos, os tapas, as drogas, os choques e os gemidos do fim de noite na cama. Era mediante a reificação da garota que ele alcançava seu extase. De fato, ele nunca gostou de compromissos. Também preferia as descompromissadas, que não exitariam em realizar o seu desejo por qualquer temor que lhe viesse à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É costume que se atribua questões de libertinagem sexual ao campo diabólico. Se é assim, este cara havia flertado há muito tempo o seu próprio pacto infernal. Somava-se aos entusiastas mais baconianos. Uma mudança por essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aparência, não. Porque, afinal, era homem trabalhador, que tinha um sonho, que dava orgulho à sua família, que procurava sustentar suas próprias mensalidades da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se pagava, tinha que estudar. Todo dia estava lá, risonho, conversador, e confessando as suas diabruras aos amigos mais chegados. Talvez até ganhasse alguns pontos com outras garotas se falasse de suas histórias, mas não valia a pena. Todo mundo faz, mas ninguem quer revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe por conta deste segredo, desta máscara que sustentava com pleno ar de naturalidade, é que o mesmo se sentiu na liberdade de se juntar àquele aglomerado de moleques universitários que, alçando a eles mesmos os ares da autoridade moral, irromperam e pararam às bordas das passarelas e das escadarias para assoviar, chamar, gritar, xingar, aquela moça loira que estava alí, em aula, com um vestido rosa, de mini-saia. Olhos grandes, sorriso sarcástico, e um berro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUTA! PUTA! PUTA! PUTA! PUTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia selado, alí, seu pacto definitivo com o inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ps: Justificando o machismo, o preconceito e a hipocrisia, a Uniban publicou, na data de hoje, 08 de novembro de 2009, nota em que informa o desligamento de Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da universidade, fazendo menção insignificante aos alunos que participaram desta cretina palhaçada e ainda criticando a forma como a mídia abordou o episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A nota segue no link: http://blogs.r7.com/querido-leitor/files/2009/11/UNIBANanuncio2.JPG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps2: A Uniban revogou a decisão de expulsar a aluna, conforme nota publica na ultima segunda-feira, 09 de novembro. No link encontra-se a notícia:&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u649827.shtml&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps3: No protesto que houve ontem, 09 de novembro (já programado antes da divulgaão da nota da Uniban revogando sua decisão do fim de semana) haviam estudantes dentro do campus que vaiaram a manifestação contra a decisão sexista e falso-moralista da universidade. Isto é atitude ou complacência?&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u649934.shtml&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5980892596214859?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5980892596214859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5980892596214859&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5980892596214859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5980892596214859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/10/do-jeito-que-o-diabo-gosta.html' title='Do jeito que o diabo gosta'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-2659849528466874779</id><published>2009-10-10T15:24:00.005-03:00</published><updated>2009-10-10T16:22:59.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Não se esqueçam dos hondurenhos!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SmNDr9Fcw3I/AAAAAAAABEU/_N23c1oKw50/s400/APTOPIX_Honduras_Coup.sff_TGDL113_20090705164126.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SmNDr9Fcw3I/AAAAAAAABEU/_N23c1oKw50/s400/APTOPIX_Honduras_Coup.sff_TGDL113_20090705164126.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos ultimos dias as manchetes distoaram bastante do que era o tema da vez a algumas semanas atrás: o Rio foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016; o Obama ganhou o Nobel da Paz; Descobriram os culpados pelo vazamento do ENEM; A seleção brasileira segue arrebentando no mundial sub-20; etc, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por curiosidade, resolvi procurar as mais recentes notícias sobre os fatos políticos ocorridos em Honduras, uma vez que o país continua em uma aguda crise política a qual todos nós tivemos acesso mediante os noticiários. Assim, me informei de que a OEA intermediou reuniões entre representantes do governo interino e do presidente deposto; que a ONU denunciou a contratação de mercenários por famílias hondurenhas, que alegariam o desejo de se "protegerem da violência que pode irromper"; que a pressão internacional pelo retorno de Zelaya aumenta, enquanto que Micheletti resiste a abrir mão do poder obtido através do golpe, recusando-se à negociação do cargo; que o governo golpista anunciou a revogação do decreto de limitação da liberdade de imprensa e manifestação, mas que ainda não foi declarado no diário oficial (o qual me leva a entender que tão cedo não será revogado, tratando-se apenas de retórica); que nos ultimos três dias ocorreram novos conflitos entre policiais e manifestantes pró-Zelaya; entre tantos outros fatos que, por mais que pareçam descritos de maneira simplista, precisam ser colocados às nossas vistas: não se esqueçam dos hondurenhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preocupante, extremamente preocupante, imaginar que em tempos de valorização dos direitos humanos e avanços populares na política latino americana, tenhamos de lidar com esta sujeira burguesa que deflagrou um golpe de Estado neste país. E possivelmente muitos por aí já pensam: a esta altura do campeonato, não há mais importância em se falar de Honduras, um paísinho perdido no meio da América Central. Outros, ainda, possuem a audácia de falar que o golpe não é golpe, mas a defesa constitucional das instituições democráticas hondurenhas. Balela conservadora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, não significa que havíamos evoluido tanto assim em termos de democracia: se golpes novos não foram deflagrados, em contrapartida as repressões internas mantiveram-se a todo vapor. Os estudantes do Brasil e do Chile que o digam. São as alternativas constantes do Capital e do Estado capitalista de manter a coesão social de seu projeto na disputa do consenso e mediante a repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta abordagem "por cima" do assunto tem, na verdade, uma intenção de realizar uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mea culpa&lt;/span&gt;, talvez comigo mesmo, por conta da minha ausência neste blog de tratar assuntos de fato preocupantes para a política nacional e internacional. Por tanto, deixo aqui o meu recado, o qual espero completar futuramente com novas análises, mas que deixo por saber que a barbárie não está longe de nós, e que é necessário todo apoio a luta popular contra o autoritarismo que insiste em permanecer na cultura política latino americana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se esqueçam dos hondurenhos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-2659849528466874779?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/2659849528466874779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=2659849528466874779&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2659849528466874779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2659849528466874779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/10/nao-se-esquecam-dos-hondurenhos.html' title='Não se esqueçam dos hondurenhos!'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SmNDr9Fcw3I/AAAAAAAABEU/_N23c1oKw50/s72-c/APTOPIX_Honduras_Coup.sff_TGDL113_20090705164126.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-392703940141301278</id><published>2009-10-03T22:41:00.007-03:00</published><updated>2009-10-03T23:53:39.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esporte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Um projeto a ser disputado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.diariodopara.com.br/imagensdb/134253cariocas_peq.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 625px; height: 250px;" src="http://www.diariodopara.com.br/imagensdb/134253cariocas_peq.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um anuncio. Um envelope. Um sonho. E num piscar de olhos, a euforia tomou conta da população brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. As olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio de Janeiro. A primeira olimpíada a acontecer em terras verde-amarelas. E também, um evento que será sediado de forma inédita em território sul-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inspirador ver a alegria presente nos rostos, nas imagens e nos textos dos brasileiros (sim, falo dos jornais, do sites, das discussões no Orkut, nas manifestações no twitter, entre outros mecanismos que a web nos permite visualizar). Mas também já se manifestaram as posições mais pessimistas, que colocam em xeque a disposição estrutural do país, os gastos excessivos, etc. Há até quem diga que não adiantará de nada ter estas datas marcadas: o mundo acabará em 2012 mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos sete anos, não faltará assunto para se explicitarem divergências dos mais diversos graus. Ainda mais porque, perto do final deste caminho, há um copa do mundo prevista em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, é justo e necessário que se façam ponderações equilibradas quanto a esta nova etapa esportiva, porém (e principalmente) política que envolve o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legado pan-americano não concedeu vitórias de caráter político-social ao Rio de Janeiro. A começar pela limpeza social das ruas em prol de uma estética turística mais adequada para o evento, bem como a intensificação da vigilância das comunidades carentes, tudo isso mediante a instrumentalização e reforço do aparato repressivo do Estado, o qual foi constantemente denunciado por movimentos sociais e grupos de direito humanos. Além disso, os espaços esportivos construídos especialmente para o Pan encontram-se hoje às moscas (com uma exceção, ainda que capenga, do Estádio João Havelange, mais conhecido como "Engenhão"). Vale lembrar, ainda, das denuncias de superfaturamento das obras para a realização dos jogos. E acrescento algo que não costuma entrar como argumento na discussão da grande mídia: a orientação posterior dos projetos esportivos para fins sociais, que de fato não ocorreu. Não bastasse a cidade não ter passado por melhorias infra-estruturais e  da qualidade de vida da população carioca, algumas estruturas como a Vila Olímpica foram totalmente entregues às mãos do capital privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se agora temos em nossos braços a chance fantástica de sediar um evento olímpico em nosso país, é necessário que se reflita com cautela sobre as possíveis consequências deste evento após 2016. Queremos apenas permanecer no discurso generalista da evolução e dos investimentos, a ser registrado nos marcos da lógica do capital, ou alçaremos de fato um desenvolvimento de caráter significativamente social após os Jogos? É a partir deste questionamento que se deve não apenas alertar, indagar, mas também se propor uma batalha em torno do referencial político e social dos jogos. Se o projeto olímpico brasileiro não tiver uma orientação clara e progressista quanto ao projeto social que pretende, teremos sorrisos, festas, e a permanência contínua deste país no calabouço do capital e da desigualdade. O projeto olímpico deve estar em disputa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados estão lançados. Ainda teremos muito o que ver até 2016. E o que lutar, também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-392703940141301278?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/392703940141301278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=392703940141301278&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/392703940141301278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/392703940141301278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/10/um-projeto-ser-disputado.html' title='Um projeto a ser disputado'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7767317455836021871</id><published>2009-09-11T13:42:00.004-03:00</published><updated>2009-09-11T22:25:26.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Um outro onze de setembro</title><content type='html'>A contribuição de Ken Loach para o cinema e a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7767317455836021871?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7767317455836021871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7767317455836021871&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7767317455836021871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7767317455836021871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/09/memoria-de-1109.html' title='Um outro onze de setembro'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-1925836323045303818</id><published>2009-08-23T23:11:00.007-03:00</published><updated>2009-08-23T23:46:17.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa'/><title type='text'>O Grito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz clama, enlouquecida, ardorosa pela vontade de ser ouvida pelo mundo inteiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elemento fantástico. Fruto de fervor, de confiança, e de vontade . A vontade. Repleta, completa, irrefutável, que não pode, nem deve, ser suportada. Mas simplesmente, vestida, bebida. Encharco-me de vontade, agora e amanhã, e depois, e além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se torna claro. Os sorrisos, largos e grandes, se encaixam como o encontro do rio com o mar. Ali, o encanto das brisas das palavras, das leves marolas cheias de sopros, olhares e cócegas, mistura-se ao agitado quebrar de ondas, feito abraço de saudade, beijo apertado, longo, cheio de cola. Que gruda. Não larga mais. Abençoadamente, não larga mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso na beleza, nas fotos, no chocolate, na laranja, no samba, no verde, no roxo, nos detalhes. A obra é mais agigantada do que se imagina. E por ser este mundo enorme de sentimentos sinceros e inexplicáveis, falta o espaço. O coração se enche deliciosamente. Quer mais, muito mais. Mas é tanto querer, que nem espaço dá. E quando vimos, não temos mais como esconder: a gente grita. Grita. Grita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa voz percorre tudo. E dança. E como dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-1925836323045303818?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/1925836323045303818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=1925836323045303818&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1925836323045303818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1925836323045303818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/08/o-grito.html' title='O Grito'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5034325834897097167</id><published>2009-07-29T20:55:00.008-03:00</published><updated>2009-07-29T21:31:12.881-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A existência divina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A doutrina bíblica da criação declara que todo acontecimento em nosso mundo de espaço e tempo deve a sua existência (ou, na linguagem filosófica, a sua origem ontológica) à atividade de um Criador transcendente, sábio e soberano, que também está trabalhando dentro desse mundo de espaço e tempo que ele sustém. A linguagem da criação não se refere simplesmente a um acontecimento no passado distante, seja do universo ou da vida humana, mas sim à origem primária de todos os acontecimentos do passado, do presente e do futuro. A fonte e o destino de toda a existência acha-se em Deus. Mas esse Deus não é um ser na acepção normal da palavra. Ele não existe tal como uma árvore existe, ou uma galáxia ou mesmo um ser humano. Quando normalmente afirmamos que algo existe, queremos dizer que tal coisa pode ser encontrada no mundo do espaço e do tempo. Mas certamente Deus não existe desse modo. Ele não pode ser encontrado como um objeto qualquer dentro do conteúdo misterioso e maravilhoso do universo (de igual modo, até mesmo o universo como um todo, neste sentido de "existir", não existe!). &lt;strong&gt;Ele precede a todas as coisas que existem, sendo a condição para a existência delas, de forma que o seu modo de existir transcende à existência caracterizada pelos objetos que encontramos no tempo e no espaço&lt;/strong&gt;. Certamente é significativo que a Bíblia não se inicia com a declaração de que Deus existe, mas sim dizendo que ele traz seres à existência: "Haja..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;---------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vinoth Ramachandra, &lt;em&gt;A falência dos deuses: a idolatria moderna e a missão cristã&lt;/em&gt;. Pág. 98. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5034325834897097167?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5034325834897097167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5034325834897097167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5034325834897097167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5034325834897097167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/07/doutrina-biblica-da-criacao-declara-que.html' title='A existência divina'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-341636227629091662</id><published>2009-07-14T23:51:00.003-03:00</published><updated>2011-09-05T14:00:03.170-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="data_hora"&gt;&lt;/span&gt;         &lt;p align="justify"&gt;     &lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revendo meus escritos, encontrei este pequeno poeminha, publicado em meu &lt;a href="http://sydnei.zip.net/arch2007-11-01_2007-11-30.html#2007_11-14_00_20_57-100230337-0"&gt;antigo blog&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria demais um abraço e um perfume&lt;br /&gt;O prazer do que se imagina infinito&lt;br /&gt;O gosto que nos tira do bom senso&lt;br /&gt;Cor de olhos de desejo&lt;br /&gt;Lenha na fogueira&lt;br /&gt;Com brisa da Atalaia&lt;br /&gt;Som de Amélie Poulain&lt;br /&gt;Sonhos sobre o futuro&lt;br /&gt;Silêncio&lt;br /&gt;Silêncio&lt;br /&gt;Silêncio&lt;br /&gt;Atitudes em silêncio&lt;br /&gt;Segredo&lt;br /&gt;O crepúsculo das cinco&lt;br /&gt;Areia branca sob nossas cabeças&lt;br /&gt;E o sono das crianças mais lindas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E republico-o. Agora, não mais carente. Mas cheio da vontade. E da ansiedade tambem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-341636227629091662?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/341636227629091662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=341636227629091662&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/341636227629091662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/341636227629091662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/07/revendo-meus-escritos-encontrei-este.html' title=''/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5877884552379262020</id><published>2009-05-10T17:12:00.005-03:00</published><updated>2009-05-10T17:58:49.959-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Sobre Deus e a sociologia</title><content type='html'>&lt;div class="content"&gt;     &lt;em&gt;Mensagem de um veterano a um futuro calouro com dúvidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;Olá, Rafael.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como havia lhe prometido, tentarei esboçar uma resposta sobre o assunto. De fato, complicado. Parece haver certas tendências acadêmicas a querer secularizar o mundo por completo e excluir a religião do foro intimo e tambem da vida pública. Garanto que as pessoas que fizeram tais declarações como esta que você me contou ("Não há como unir Deus e sociologia") no mínimo o falaram de forma imatura, despreparada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As ciências sociais, e inclua-se aí a sociologia, e além dela, a ciência política e a antropologia, não possuem por si mesma critérios acerca de que tipo de pessoa deve exercê-la. E em se tratando de religião, acredito que isto se mostra de forma muito clara. Existe um estereótipo que costuma definir o cientista social como um irreligioso. Mas desde o meu ingresso neste campo eu já conheci cientistas sociais e futuros cientistas sociais católicos, protestantes, pentecostais, umbandistas, espíritas, do candomblé, budistas, agnósticos, ateus... Enfim, de diversos tipos de credo e que, apesar disto, sustentam suas crenças até hoje. E alguns deles, inclusive eu, seguiram, "ironicamente", no estudo da religião como objeto das ciencias sociais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ora, o que a sociologia buscará é justamente instrumentos pelos quais seja possível entender a dinâmica da sociedade, em suas diversas esferas. Por isso temos sociologia do trabalho, da cultura, da religião, rural, do conhecimento, da informação, da educação, etc... Ao ingressar na sociologia você vai lidar com diversos autores que vem diferentes formas de se analisar essa realidade e proporão, à partir de suas óticas, "soluções" para os problemas que encontram. Ou talvez só levantem problemas mesmo. Afinal, não é muito fácil encontrar respostas, né?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora, existe polêmica quanto à nossa religiosidade? Sim, de fato. Afinal, se há autores que propõem soluções, estas podem ser contra ou a favor dos princípios morais do cristianismo, ou então da idéia de que possa haver um Deus como o que cremos. Para estes momentos, vale reter aquilo que é bom e agir com o discernimento necessário para se realizar a leitura. Ou então rebater aquilo que for ruim. Afinal, se há algo intrinseco às ciências humanas é a polêmica e a crítica. E não é porque somos cristãos que estamos impedidos de utilizarmos os intrumentos sociológicos para rebater críticas de pessoas que venham se opor ao cristianismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora, entrando em um âmbito pessoal, acredito que minha fé se tornou mais consolidada depois que iniciei meu curso. Isso, é claro, dependeu de uma busca por Deus e por seus ensinamentos que não podia se interromper (e que devemos manter constantemente). Principalmente para que eu pudesse lidar com todas as idéias com as quais tive contato e poder realizar um balanço críticos delas, de forma a constituir uma visão legítima, científica, e que não despreza a fé.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estou falando, então, de provar a existência de Deus pela sociologia? Ou de relacionar Deus à sociologia (ou à ciência)? Não. Afinal, não é necessário. Deus basta por si mesmo, e não precisa de provas. Acredito que o que cabe a nós, como cientistas socias cristãos, é contribuir para a compreensão de nossa realidade social. Se à partir disto percebemos Deus falando conosco, ótimo. É a soberania dEle manifesta aos nossos olhos. E se quiser, após, buscar as respostas de Deus para os problemas surgidos, não há problema. Afinal, será um exercício teológico. Por sinal, Teologia é que é, realmente, o estudo de Deus por excelência.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aproveito para citar alguns nomes que sugiro que vc conheça. São de cristãos que estão ligados às ciências sociais no Brasil: Paul Freston, Robinson Cavalcanti, Ronaldo Lidório, Gedeon Alencar, Alexandre Brasil da Fonseca, Joanildo Burity. Entre outros. E lhe garanto que há mais uma infinidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E aproveito também para lhe mandar um resenha que escrevi no ano passado para uma disciplina que cursei com alunos de história, e que era sobre "História da Religião". O texto que escrevi é uma crítica à tese de um sociólogo que defende que a religião está fadada ao fim. Assim você terá mais ou menos uma idéia de como é possível lidar com esta questão no âmbito das ciências humanas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sei que escrevi muito, mas espero que você faça bom proveito. No que precisar, é só dar um grito. Até mais, fique com Deus, e boa sorte nessa caminhada pré-vestibular.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um abraço.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sydnei&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5877884552379262020?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5877884552379262020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5877884552379262020&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5877884552379262020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5877884552379262020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/05/sobre-deus-e-sociologia.html' title='Sobre Deus e a sociologia'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-1590121100727564145</id><published>2009-02-07T20:42:00.007-02:00</published><updated>2009-05-10T17:56:20.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De vez em quando podemos brincar de definir. Mas, a bem da verdade, talvez não adiante decifrar uma palavra tão peculiar. E se pensarmos a fundo sobre a questão, nem saibamos mesmo explicar um experiência assim. Apesar de nós, bons e cordiais brasileiros (valha-nos Sergio Buarque de Holanda), proclamarmos a saudade igual ao bebermos água, dificilmente conseguimos arrematar a idéia real do que seja "saudade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, sempre pareceu fácil demais atribuir uma definição à saudade. Mas hoje, com essa noite nublada, lua escondida, casa vazia, e um silêncio, parece um tanto complicado. Nada se omite no meu semblante. Lembro dos carinhos e abraços de minha família, das viagens e dos recantos escondidos que achei, do meu pé descalço e sujo de terra e areia, do corpo cheio de tinta, das rupturas de minha solteirice, das fogueiras e doces juninos da infância, do café de minha mãe, da feijoada da vó, e outros momentos deliciosos que, paradoxalmente, parecem mais intensos quando inclusos nestas circunstâncias nostálgicas que me cercam de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é saudade. Este vazio me impacta com saudade. Sou lavado em cada poro por este rio de saudade. E possivelmente em seu ápice. Repleto de tanto amor, um amor que arrebata. E também com o amor destes dois amantes: a saudade e a nostalgia. Unidos a me proporcionar este momento inexplicável. Assim, somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-1590121100727564145?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/1590121100727564145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=1590121100727564145&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1590121100727564145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/1590121100727564145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/02/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-8370491620206010816</id><published>2009-01-23T10:27:00.009-02:00</published><updated>2009-05-10T17:55:44.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de Bordo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Sangue sertanejo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SXnBm6_VnlI/AAAAAAAAAGQ/cSvJ-EaRIZs/s1600-h/Porto+da+Folha.SE+01.2009+009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SXnBm6_VnlI/AAAAAAAAAGQ/cSvJ-EaRIZs/s320/Porto+da+Folha.SE+01.2009+009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294475711364832850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ultimo fim de semana foi um dos mais agitados desta minha viagem que está prestes a se encerrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, fomos no sábado para Alagoas. Mais precisamente, para as cidades de Junqueiro e Teotônio Vilela, onde moram familiares de minha mãe, os quais eu ainda não conhecia. Mamãe é alagoana, e viveu em Junqueiro quando, quase completando seus dois aninhos de vida, foi para São Paulo com a família. Hoje, além de familiares em Junqueiro, também há parentes em Teotônio Vilela, antiga Feira Nova, que era povoado do município de Junqueiro e emancipou-se políticamente há cerca de duas décadas, recebendo o nome do antigo senador alagoano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos receberam com uma receptividade enorme. Na casa de Tia Dona, em Junqueiro, comemos até nos fartarmos, e fomos conhecer a plantação e a fonte que ficam nos fundos da casa. Mina de água ainda usada pra lavar roupa, e sombra de árvore fresquinha pra proteger do tremendo sol que nos queimava. E momento também de conhecer coisas que parecem existir só em livros de história: casa de pau-a-pique, casa de fazer farinha, e vilas do tamanho de uma quadra. Além de almoçar uma deliciosa galinha de capoeira.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SXnCRWoOX4I/AAAAAAAAAGY/o9mJySeczGE/s1600-h/Alagoas+01.2009+055.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SXnCRWoOX4I/AAAAAAAAAGY/o9mJySeczGE/s200/Alagoas+01.2009+055.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294476440338587522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois, fomos à Teotônio Vilela, e permanecemos lá até segunda feira. Dormir era regra, ainda mais com o ventinho bom que batia. Além de jogar muita conversa fora e comer tapioca caseira. Em uma das tardes passadas lá, fomos visitar o Sítio da Madeira, lugar onde minha vó e seus irmãos moraram boa parte do tempo que viveram. Hoje, já não há mais casas, pertence a um dono só, mais um dos usineiros que comandam as terras cheias de cana do interior alagoano. Mas está bonito, e puder ver nos olhos da minha mãe aquele sentimento bom de resgate das raízes que nem mesmo ela esperava um dia encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após nosso retorno, peguei carona pra mais uma viagem, com o primo de meu pai, o Ricardo, para o município de Porto da Folha, no sertão sergipano. Fomos conhecer a região, principalmente o povoado de Ilha do Ouro, à beira do Velho Chico, onde meu avô morou e pescou muito peixe com tarrafa na sua juventude; e o povoado da Ilha de São Pedro, onde se estabelece a aldeia Xocó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem foi prazerosa e engraçada. A estrada cortava cidadezinhas e vilas minúsculas, divulgando uma outra realidade urbana. A mudança de vegetação era impressionante, e a cidade de Porto da Folha encontrava-se sempre agitada à noite. E dá-lhe mais comida na casa da Dona Maria. O café da manhã do dia seguinte me sustentou por um dia inteiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SXnC9Ak9sWI/AAAAAAAAAGg/kbIkkB3jY1o/s1600-h/Porto+da+Folha.SE+01.2009+032.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SXnC9Ak9sWI/AAAAAAAAAGg/kbIkkB3jY1o/s200/Porto+da+Folha.SE+01.2009+032.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294477190333575522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao chegarmos na Ilha do Ouro, embarcamos e fomos nas águas do São Francisco até o nosso destino. Durante a viagem, passamos por povoados e municípios: Barra de Ipanema, Belo Monte, Limoeiro, Santiago. Muitos pescadores, crianças nadando e brincando nas praias de beira-rio, no movimento pacato das ruas de ladrilho e paralelepípedo que ali estavam construídas. O Velho Chico nos forneceu visões e datalhes privilegiados, imagens fantásticas, que talvez só tenha noção mesmo quem faça contato com estas terras. É bom demais navegar nas águas azuladas do Velho Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos à Ilha de São Pedro para confirmar a existência de parentes de nossa família que fossem indígenas aldeados. A reserva foi estabelecida a cerca de trinta anos por resolução da Funai, mas até isto acontecer houve muita luta pela emancipação, que é comemorada todos os anos no dia nove de setembro, data em que foi oficializada a reserva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrarmos na vila, encontramos um roda de amigos conversando, e entres eles um senhor bem velinho e muito simpático, Tonho de Dalia - ou mais precisamente, Antonio Clementino de Melo. Explicamos porque estávamos lá, e ao longo de nossa conversa nos surpreendemos com a afirmação de seu Tonho ao dizer que era filho de João Clementino de Melo, e sobrinho de Josino Ulisses de Melo. Este último, esclarecendo, é meu bisavô, pai de de meu avô paterno, Nivaldo Ulisses de Melo. Ao dizermos que eu era bisneto e que o Ricardo era neto de Josino, o seu Tonho ficou todo animado, nos convidou pra entrar na sua casa, trouxe uma panela cheia da manga docinha pra chupar, e muito papo pra falar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ótima e inesquecível viagem. A possibilidade de conhecer as raízes distantes de minha história, mais do que inspiração, me traz orgulho. Pois sei que minha gênese, por mais misturada e confusa que possa parecer, é composta de gente da terra, gente simples e de luta. Sangue sertanejo é o que anda em minhas veias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-8370491620206010816?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/8370491620206010816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=8370491620206010816&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8370491620206010816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8370491620206010816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/01/sangue-sertanejo.html' title='Sangue sertanejo'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SXnBm6_VnlI/AAAAAAAAAGQ/cSvJ-EaRIZs/s72-c/Porto+da+Folha.SE+01.2009+009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-2022162331647830712</id><published>2009-01-11T23:48:00.007-02:00</published><updated>2009-05-10T17:54:58.200-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de Bordo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cordel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>As cores de Laranjeiras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SW9ufCSKaGI/AAAAAAAAAFo/jnmovdN3-kM/s1600-h/Laranjeiras+11.01.09+077.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SW9ufCSKaGI/AAAAAAAAAFo/jnmovdN3-kM/s320/Laranjeiras+11.01.09+077.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291569566651672674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a festa toma conta de uma cidade, e de seu povo, e quando as ruas viram passarelas da sabedoria, dos cantos e das fitas reluzentes das fantasias, é mais gostoso se deixar levar pelo encanto popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu de oito a onze de janeiro deste ano o XXXIV Encontro Cultural no município de Laranjeiras, em Sergipe. O evento, que já é tradição nesta pequena e histórica cidadezinha, ainda fez parte dos eventos que marcam o "Verão Sergipe", projeto estadual que traz atividades esportivas e culturais, além de grandes shows musicais para algumas cidades do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de visitar Laranjeiras apenas neste domingo, ultimo dia das atividades. Mas apesar disto, o tempo foi extremamente proveitoso, alegre, e quente. E bota quente nisso! Meus amigos que me leem do sudeste não fazem ideia do calor que teima em nos escaldar nestas terras nordestinas, no ápice do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros tijolinhos que viriam a levantar a atual cidade de Laranjeiras foram cimentados ainda no primeiro século da chegada dos portugueses ao Brasil, e a cidade foi uma das mais importantes para a história da província de Sergipe del Rey durante o período colonial e também nos anos do império. Com tamanho reconhecimento, a "Atenas sergipana" registra a história em suas ruas de pedra sabão: muitas Igrejas, praças e prédios públicos que retratam a arquitetura colonial de sua época mais viva, e que hoje foram iluminadas pelos diversos grupos folclóricos que circularam em suas vias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SW9vShndVuI/AAAAAAAAAF4/Gri0UMPTWMY/s1600-h/Laranjeiras+11.01.09+020.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SW9vShndVuI/AAAAAAAAAF4/Gri0UMPTWMY/s200/Laranjeiras+11.01.09+020.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291570451235821282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tive a oportunidade de visitar quatro Igrejas locais: Igreja Bom Jesus dos Navegantes, de 1905, no alto do morro do Bom Jesus; Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, de 1791, no centro de Laranjeiras; Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, construída por negros na primeira metade do século XIX e onde realizam-se diversas manifestações de danças típicas da cidade; e a Igreja do Senhor do Bonfim, de 1836, no alto do morro do Bonfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambem visitamos dois prédios importantes para a cidade: o Museu de Arte Sacra, sediado ao lado da praça central da cidade, fundado em 1980, que guarda as imagens, estandartes, pratarias, enfim, as diversas obras dedicadas e construídas no contexto religioso da cidade. Observo a intressante relação que o museu possui com as Igrejas laranjeirenses: as imagens e estandartes que são expostas são tambem utilizadas atualmente para uso em procissões e outros atos religiosos, voltando ao museu após o seu uso, sem interromper o intuito para o qual tais elementos foram criados. E ainda, conhecemos o Museu Afro-Brasileiro, que guarda em seu interior objetos que retratam os tempos sombrios da escravidão e da casa grande, e que nos exibem detalhes do cotidiano cultural africano que contribuiram para fomentar a religiosidade sincrética marcante em nosso país.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SW-s1vlFteI/AAAAAAAAAGI/8z66X5mr__U/s1600-h/Laranjeiras+11.01.09+080.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SW-s1vlFteI/AAAAAAAAAGI/8z66X5mr__U/s200/Laranjeiras+11.01.09+080.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291638126488696290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não poderia caminhar para o final desta prosa sem lembrar das gentes. Visitamos o Centro de Tradições, antigo "trapiche" (onde armazenava-se açucar e alojavam-se escravos) que foi transformado em espaço de apresentações e festivais de fomento a cultura típica sergipana. Centenas de pessoas pisaram aquele chão cheios de muita animação, muita dança e muita música. O palco escancarava cores e gerações nas batidas dos reisados, cacumbis, taieiras, além de apresentações de outras regiões do nordeste brasileiro, como os pífanos. Houve espaço até mesmo para apresentações "inesperadas", como hip hop e dança contemporânea. E no mesmo espaço ainda havia a oportunidade de conhecermos o artesanato regional e de conversar e ouvir as boas histórias dos cordelistas deste Sergipe de meus avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um dia de festa na pequena cidadezinha de Laranjeiras, e um dia encantador para minha história. Amostra pequena, mas saborosa e ilustrativa, de manifestações e identidades resistentes e cheias de alegria, e que não podem se perder na evolução dos dias modernos, mas serem valorizadas em sua simplicidade estampada no suor e na risada deste povo, no chão quente desta terra e no brilho desta fitas coloridas que bailam (e como bailam) sem perder a maestria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-2022162331647830712?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/2022162331647830712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=2022162331647830712&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2022162331647830712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2022162331647830712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/01/as-cores-de-laranjeiras.html' title='As cores de Laranjeiras'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SW9ufCSKaGI/AAAAAAAAAFo/jnmovdN3-kM/s72-c/Laranjeiras+11.01.09+077.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-3411777126812433967</id><published>2009-01-06T22:29:00.004-02:00</published><updated>2009-05-10T17:54:18.081-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SWP8PFJreaI/AAAAAAAAAFg/bCwQ4Cu-ffI/s1600-h/Reveillon+2009+029.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288347723474106786" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; height: 150px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SWP8PFJreaI/AAAAAAAAAFg/bCwQ4Cu-ffI/s200/Reveillon+2009+029.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vale a pena tentar novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há alguns dias que estou prometendo a mim mesmo que novos textos apareceriam neste blog. E como dói no coração abrir mão de algo que gostamos tanto de fazer por conta de circunstâncias que nos impedem. Fatos assim nos tornam até mais fracos, e um pouco desanimados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso que demorei para reiniciar as postagens. O gelo incrustado aos meus dedos teimava em permanecer, atrapalhando meu alcance ao objeto. Disfarcei o quanto pude, e agora tomei iniciativa que, se postergasse, talvez tivesse menos ânimo ainda para retomar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A escrita depende de inspiração e de idéias, mas depende também de vontade e de prática. De fato, reconheço que nas épocas em que me era possível atualizar com frequência este espaço as letras fluiam como água de rio, tranquilas e leves rumo à seu destino: o mar, ou melhor, o mundo das palavras e suas imagens fantásticas, que me definem como sujeito ativo no seio da história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A esta altura dos dias, estou em Aracaju, aproveitando as minhas merecidas férias após um ano cansativo de estudos e de trabalho. Os esforços, graças a Deus, têm sido recompensados, afinal de contas certos desafios estão postos em nosso caminho justamente para serem vivenciados e, quem sabe, vencidos. Virá mais um ano de trabalho, mais um ano de faculdade, meu diploma, viagens com lugares e pessoas novas para conhecer, e outras surpresas que não tenho a necessidade de ansiar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero ter à mente aquilo que me traz esperança. E que esta brote a raiar como um sol de trás das águas, nos dando o primeiro bom dia de um ano novo cheio de sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-3411777126812433967?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/3411777126812433967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=3411777126812433967&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3411777126812433967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3411777126812433967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2009/01/vale-pena-tentar-novamente.html' title=''/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SWP8PFJreaI/AAAAAAAAAFg/bCwQ4Cu-ffI/s72-c/Reveillon+2009+029.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-2827408905670725229</id><published>2008-11-01T23:07:00.008-02:00</published><updated>2009-05-10T17:53:09.549-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Samba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de Bordo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Rio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SQz_2AYSPeI/AAAAAAAAADo/vt09bbxytuo/s1600-h/Rio_2008+043.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SQz_2AYSPeI/AAAAAAAAADo/vt09bbxytuo/s400/Rio_2008+043.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263863367769144802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Rio de Janeiro continua mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, convêm substituir por um momento a palavra que desponta espontâneamente à boca quando cantamos o samba de Gilberto Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio é cidade de se ver de surpresa. Como fiz, de jogar às favas o estresse e pensar que em cinco horas é possível pisar em terras cariocas. E ir, com mochila e planos quentinhos, saindo do forno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade dos mistérios, de um primeiro dia que esconde o sol e os morros, faz-se a reflexão nas pedras do Arpoador. Penso, é a passarela de Ipanema me indagando: o que virá amanhã? Decifrará seu próprio destino? O sol se esconde brevemente para mostrar que o futuro também se escondeu, a ressurgir radiante, e logo, logo, se tornar concreto, passando o susto, o temor das nublagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é o dia das gentes. Daqueles seres virtuais que, estranhamente, se materializam, andam, pisam o chão, o vêem, sorriem um sorriso enorme e completo de abraços, levando-me a sentir o calor que renasce com toda sua força, à frente de uma praia de Botafogo e um Pão de Açucar ensolarados, com sabor de crepe e guaraná com laranja. Ferve a terra que ilumina Copacabana, que abriga fortes, músicas, um poeta, um espetáculo. E a noite não morre. Suas estrelas teimam acordadas, como holofotes. Ilustram a Bossa Nova da calçada de Vinícius. Bossa Nova em Ipanema. Pequenas ruas que inspiram a sonoridade de aceitação universal. Singular como só ela, a Bossa, pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro é dia de Bondinho, de Santa Tereza, de Lapa, de andar pelo centro que guarda a história do país. É dia de compania mais que agradável do sorriso carioquíssimo da menina e do coração enorme do rapaz. Dia de enverdecer pelos caminhos botânicos, atravessando portais repletos de pétalas, sem tristeza alguma. Ao contrário, canta-se a três, sem vergonha de quem está a volta: "Quando eu morrer, não quero choro nem vela. Quero uma fita amarela, gravada com o nome dela..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é perfeito. E o Rio também não é. Longe deste mero viajante esquecer que o mundo ruge, e mostra os caninos para quem quiser. Mas vale a pena guardar na memória aquilo que traz esperança. Ou então, inspiração, saudade, a paz que precisamos de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Drummond: "No mar estava escrita uma cidade". E nessa imensidão de mar, escreve-se uma cidade também imensa. Linda. Mágica. Pra gente ver de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;JP, Rodrigo, Gui, Tercio e Joyce, obrigado pela paciência. E principalmente, pelos dias brilhantes que proporcionaram a mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-2827408905670725229?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/2827408905670725229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=2827408905670725229&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2827408905670725229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2827408905670725229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/11/rio.html' title='Rio'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xaMu5v7w668/SQz_2AYSPeI/AAAAAAAAADo/vt09bbxytuo/s72-c/Rio_2008+043.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7031804538972066322</id><published>2008-10-11T14:08:00.006-03:00</published><updated>2009-05-10T17:52:14.704-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Era pra ser?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O texto abaixo foi escrito por mim a pouco mais de um ano atrás, em &lt;a href="http://sydnei.zip.net/arch2007-08-01_2007-08-31.html"&gt;agosto de 2007&lt;/a&gt;. E nestes momentos em que não temos potência, criatividade ou simplesmente uma pitada de disposição, acredito que convêm revermos algo que já escrevemos, pensamos, revisar nossas próprias idéias e dilemas. E no final das contas, acho que não mudou muita coisa não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;            &lt;p&gt;Estar apaixonado é uma dádiva de consequências bastante intensas. E há de se ter a cautela necessária para não fazer disto o princípio de um martírio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É boa esta coisa de paixão. Quando a correria diária em que a gente insiste (e se obriga) a continuar se apresenta nesta forma monstruosa, cheia de minutos dentados em sua grande boca do tempo a te engolir em um piscar de olhos, e quando tudo mais parece cair num abismo de movimentos repetitivos, de horas restritas, de livros, livros e livros*, a ponto de não saber mais se o monstro da correria vai fechar seu caminho e lhe passar a perna, ou simplesmente te assustar com um urro, ou ainda lhe dizer o que afinal é o mais provável e conformista para você aceitar em sua dura rotina, a paixão te arrebata da realidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Você pensa. Imagina. Sonha.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É simples assim.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas em muito há um medo de se entregar demais. E talvez por que é justamente aquela entrega absoluta e incondicional que nos faz testemunhar a sensibilidade inimaginável em nossos próprios corpos. E quando o fazemos, sim, nós vivemos algo que não se explica. Simplesmente se vê. No rosto corado, naqueles olhos que não sabem o rumo de seus objetivos, ou na mão trêmula perante aquele papel que pode significar o grande suspiro dessa busca extasiante que você se determinou a cumprir.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas se a correspondência é nula, dói. Corrói. É o risco de se aventurar. Haja paciência, serenidade e um leve toque de esquecimento para não se sentir a pior pessoa do mundo. E definitivamente, não merecemos isso.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Paixão não se racionaliza. Paixão se vive. Paixão é pra ser um.  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era pra ser namorada. Era pra ser amiga. Era pra ser uma pessoa especial. E pra continuar também. Era pra ser mais perto. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era pra ser? Não faço idéia...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas continuarei a brindar os nossos amores.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7031804538972066322?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7031804538972066322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7031804538972066322&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7031804538972066322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7031804538972066322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/10/era-pra-ser.html' title='Era pra ser?'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7457010429022054811</id><published>2008-09-10T22:28:00.004-03:00</published><updated>2009-05-10T17:50:47.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Samba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><title type='text'>O choro da cuíca</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;A cuíca chora triste sozinha. Chora quase desesperada por não saber onde foi parar o cavaquinho. Pequeno, versátil, cadê seu canto alegre iluminando a roda? Está em silêncio. Tá tocando uma nota de vez em quando. Lembra um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lá &lt;/span&gt;pra depois falar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;si. &lt;/span&gt;E não diz nem um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; dó &lt;/span&gt;pra solidão da cuíca.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Que medo este, o da cuíca. Por que sem cavaco não tem samba. E sem samba, o morro não tem vida. E não terá festa, nem gente, nem alegria. E o amor, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cuíca, em seu cantinho, teme. Ela não quer que o samba acabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade da cuíca é esgoelar-se. É gritar ao morro que este e o samba são uma simbiose. E quer tomar o cavaco pela cintura pra dizer: "Toca mais. Toca por vontade. Toca um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sol  &lt;/span&gt;pra mim". Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sol&lt;/span&gt; pra iluminar a melodia, abrilhantar a poesia, escancarar o segredo que rege esse amor cansado de ser quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cuíca só quer isto, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sol &lt;/span&gt;vivo e gostoso de ouvir, penetrando no seu triste choro. É sua esperança ainda envergonhada, medrosa, mas resistente, de cantar as notas do morro e da velha guarda. Com seu cavaco. Seu pequeno e lindo cavaquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cuíca só quer dar vida ao samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixe o samba morrer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não deixe o samba acabar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;O morro foi feito de samba&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;De Samba, prá gente sambar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7457010429022054811?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7457010429022054811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7457010429022054811&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7457010429022054811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7457010429022054811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/09/o-choro-da-cuca.html' title='O choro da cuíca'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6774545501662259707</id><published>2008-07-24T20:28:00.008-03:00</published><updated>2009-05-10T17:49:55.831-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de Bordo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>"Diário de Bordo"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i158.photobucket.com/albums/t112/gregoripavan/blogger/2008/virada_cultural_2008_39.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 262px; height: 174px;" src="http://i158.photobucket.com/albums/t112/gregoripavan/blogger/2008/virada_cultural_2008_39.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nos dias 26 e 27 de abril deste ano corrente de 2008 aconteceu em São Paulo a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Virada Cultural&lt;/span&gt;, evento que dura 24 horas e na qual ocorrem apresentações das mais variadas manifestações artístico-culturais. É um evento de grande porte, com a participação de milhares de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estive lá. Junto com colegas da ABU de Campinas, passamos a madrugada correndo o centro de São Paulo em meio a loucura mágica de toda música que nos rodeava, toda dança, cena e poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante aquele tempo, estive com um caderno e uma caneta na mão. Me dediquei em alguns momento a tentar escrever um pouco do que via e sentia em meio a festa. E por pura falta de vergonha, não fiz o que havia prometido a mim mesmo: publicar o "diário" no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi fazer isso agora. Para uma tentativa tímida de me redimir da culpa interna de ter largado o blog assim, à deriva. Peço o vosso perdão. E seguem as anotações. Me responsabilizo por qualquer erro de concordância ou qualquer coisa que pareça simplesmente insana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observo que após reler as anotações, vi que houveram coisas que escrevi que talvez já eu não veja mais da mesma forma. Mas como necessitamos sempre rever o que fizemos, inclusive o que definimos como nossos erros, apresento o texto na íntegra. Minhas impressões transformadas, se me der vontade, eu escrevo por aqui. Deixo esta tarefa partilhada também com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i158.photobucket.com/albums/t112/gregoripavan/blogger/2008/virada_cultural_2008_01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 232px; height: 121px;" src="http://i158.photobucket.com/albums/t112/gregoripavan/blogger/2008/virada_cultural_2008_01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;26/04 - 23h - Teatro Municip&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;al&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente louca por todos os cantos. Gente normal também. Ou seria os dois num só? Ou a gente já perdeu essa divisão, dissolvida no meio do caos urbano. Trem das onze, jaçanã, um trombone, prédios coloridos, gente, gente, muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhado, cheguei pertinho das equilibristas, dos bambolês voadores, sobrevoando a multidão na São João, que cantava e cantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi muita música clássica da MPB na voz da Gal. Já vi uma intensa roda de capoeira. E estou sentado ao som da bossa e do samba sentado nas escadas do Teatro Municipal. E Chico Science acaba de cantar: "Amanhecer é muito bom". Amanhecer no meio da fervura da música e da gente é muito bom. É incontável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23:10h - Um detalhe que esqueci. Como é possível encontrar tanta gente conhecida no meio desse mar humano. Acabei de encontrar a Rita, a Mariana e o Hugo. Anteriormente, a Letícia e a Lia. E creio que já vi mais gente também, mesmo que não me lembre quem seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o mundo que é pequeno. São as gentes que convergem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.arrakeen.ch/brasil3/067%20%20Anhangabau.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 230px; height: 172px;" src="http://www.arrakeen.ch/brasil3/067%20%20Anhangabau.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;27/04 - 1h - Vale do Anhangabaú&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento de caminhada. era impossível se locomover no meio da massa que se movia às notas de Zé Ramalho. Andamos o que foi possível andar até o palco, mas percebemos que nada seria fácil. Decidimos caminhar para outros ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela Ipiranga, chegamos à Rio Branco, para saltitar ao som do reggae. Era no Baile do Bambas, daquela confusão de que se espera samba, mistura reggae e sai forró. Enfim, o típico da musicalidade brasileira cheia de sincretismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhum lugar que não esteja abarrotado de cabeças. Parece até impossível que seja possível acumular tantos homens e mulheres em um canto só... Ou bolos de milhares pulverizados pelo centro de Sampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um choro ou um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jazz &lt;/span&gt;se confundem. É minha trilha sonora de agora. E à vista, trapezistas voam de um canto a outro. Equlíbrios, no meio do caos. Detalhes do avesso, do avesso, do avesso, do avesso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4h - Vale do Anhangabaú&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este tempo já foi possível até tirar um cochilo. Obviamente que ninguem aguenta 24 horas direto sem parar pelo menos meia hora para fechar os olhos e esquecer o que está ao redor. Sentir que sua mochila pode ser seu conforto em uma escada, mesmo que um pouco mais dura. Até o momento em que o segurança toca, o acorda, o diz "não pode dormir aqui". Nunca havia sentido esta parcela de experiência dos mendigos. O sono pode ser incômodo à cidade que nunca dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palco xadrez possui luzes cheias de cores. A dança se expressa nas trilhas de Amélie Poulain. Sofrimento expresso em arte. Sociedade expressa em arte. Como cordel de fogo encantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui há minutos, nos deslocaremos para o palco dos bambas. Falamansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://proximoshow.com.br/wp-content/uploads/virada-cultural.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 236px; height: 302px;" src="http://proximoshow.com.br/wp-content/uploads/virada-cultural.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10h45 - São João&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me vi apertado. Quase esmagado. Me vi afogado no mar de gente, impregnado de reggae e música independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me foi a surpresa um reggae tão pregador. Sempre havia uma referência ao Cristo, à cruz, à salvação. Um discurso que, no meio da maresia e das bebidas e saltitelas do público, parece um tanto impactante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, uma hora e meia, quase duas de espera, para apreciar o espetáculo da trupe do Teato Mágico. Quantos palhaços, muitos palhações, caras pintadas e colorids representando a criação de uma nova marca, um novo estilo, uma nova adoção estética e comportamento. O prazer de ser ou parecer  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clown. &lt;/span&gt;De cantar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clown&lt;/span&gt;. Beijar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clown&lt;/span&gt;. Dançar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clown&lt;/span&gt;. Um dos trunfos desta banda surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi só uma nova música. Surgiu um novo conceito de música capaz de impactar os grupos mais diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol esquenta, bate um vento frio, gostoso. Vejo gente por todos os lados, caminhando para todos os cantos, de preto, de branco, de colorido, com as mais diversas [a]normalidades. É a constituição temporária do lugar imaginário, onde tantos se encontram e onde a maioria nunca se encontra. Só exercem o privilégio de estarem aí. Com liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6774545501662259707?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6774545501662259707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6774545501662259707&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6774545501662259707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6774545501662259707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/07/dirio-de-bordo.html' title='&quot;Diário de Bordo&quot;'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7431686512695479408</id><published>2008-04-13T11:40:00.029-03:00</published><updated>2009-05-10T17:48:22.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Eternidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://troll-urbano.weblog.com.pt/arquivo/maos22.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://troll-urbano.weblog.com.pt/arquivo/maos22.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todo homem possui um desejo. E uma imensa parte destes desejos alça um fim. Eles se inserem no tempo, a partir de um início que se guiará a uma conclusão. Está marcado pelo plano, o objetivo, a conquista, a vitória, ou simplesmente uma satisfação.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;A outra parte destes desejos, a menor, é o contínuo. Constrói-se para nunca se encerrar. Depende da mais forte paciência, das constantes renovações e da criatividade vívida das nossas mentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Amar é uma dessas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;A magia que envolve toda a existência a partir do primeiro beijo é a essência de uma seqüência única de fatos. Única porque não se perde, não se rompe, não se cala, não se desgruda. Constitui por si mesma uma trilha de paisagens diversas, que abrange ladrilhos planos, relevos íngremes, nubladas tempestades, ensolarados tropicais, luas cheias e eclipses, lobos, cordeiros, macieiras, oliveiras, xiquexiques, algodões e castanhas de caju. Toda a sorte de desafios e revezes se encontra em meio à estrada, e é à força destas mãos dadas que submetemos tal caminho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;O cântico de Salomão afirma que “o amor é forte como a morte”. Morte em seu sentido material, que não se desfaz, fato concreto e imutável. O amor, assim, também o é, concreto e imutável. Nesta síntese, amor não se prende ao terreno, mas alcança o céu, o metafísico, a eternidade. Dura enquanto é infinito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;O amor é forte como a morte, e assim transcende a própria morte da matéria. Permanece eterno. Não volta à inexistência, pois já é madura. Por tanto, não se acaba, muito menos se separa, figurando buscas constantes. Simplesmente e fantasticamente, permanece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;O amor existe na vida eterna que já começou. E que continua após. E que não se desfaz. Só necessita de unidade, em seu único e irretornável sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amar é verbo intransitivo. Em todas as esferas da [trans]existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7431686512695479408?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7431686512695479408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7431686512695479408&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7431686512695479408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7431686512695479408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/04/eternidade.html' title='Eternidade'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-2340600043545052196</id><published>2008-03-16T00:08:00.003-03:00</published><updated>2009-05-10T17:47:27.011-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><title type='text'>Quase perfeito</title><content type='html'>Quando me deparei, era aquela a vontade mais incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é simplesmente êxtase. Possui forma, desejo, um sonho, uma concretude, algo que busca ser completo. Não, não é completo. Os fatos não são completos. O que há é procura, de preencher tudo o que achamos vazio para nos tornarmos definitivamente únicos, mágicos, reais. Persegue-se por vontade, atração. Por roubo. Assalto. Saque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu crime quase perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos no asfalto registram a ansiedade. Passos fortes e bem pisados, com falta de fôlego. Não corro. Não me permito correr. Somente a consciência é capaz de falar: “O que sente agora? O que sente agora?”. Dei por mim impaciente. Tolo. Tenso. Meu &lt;em&gt;bricolage&lt;/em&gt;, meu mosaico paradoxal em forma de idéia: o temor do momento equívoco e o não arrependimento, imbricados no mesmo fluído denso e colorido revelador de minhas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este maleável e penetrante me harmoniza. É a sintonia líquida dos meus medos de menino, num homem que já não quer mais as coisas de menino. Minha constituição contraditória e dialógica, no profundo e fascinante universo que abriga minhas loucuras, utopias e crimes quase perfeitos. Aqueles os quais não me arrependo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me arrependo. Mas me ensinam a aguardar. Pela vontade de fazê-lo perfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-2340600043545052196?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/2340600043545052196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=2340600043545052196&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2340600043545052196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2340600043545052196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/03/quase-perfeito.html' title='Quase perfeito'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-8007080608227597705</id><published>2008-02-16T15:28:00.014-02:00</published><updated>2009-05-10T17:46:23.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Da educação e sua transformação</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.fotogarrafa.com.br/fotoarquivos/200609/pD20060914_104421menino_na_rua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://www.fotogarrafa.com.br/fotoarquivos/200609/pD20060914_104421menino_na_rua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa semana aconteceram matrículas em diversas universidades do estado de São Paulo e do Brasil. Unicamp, USP, Unesp, UFScar, entre outras, receberam diversos estudantes dos mais variados lugares, e que ao longo de um ano inteiro (ou até mais) se dedicaram a seus estudos a fim de terem acesso a uma vaga no ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que a felicidade para estas pessoas é bastante grande. E nunca foi justa a crítica que desmerece estes estudantes. Se é apresentada como &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; o triunfo da competência, da necessidade da vitória sobre o concorrente vestibulando, do desejo de querer ser legitimamente maior e melhor do que a "reles humana", tão erroneamente quanto esta é a condenação dos estudantes (muitos, inclusive, que se sacrificaram sobremaneira) que puderam alcançar este privilégio que teima ser apenas fantasiado de direito, ao invés de sê-lo concretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a educação caminha nesta monotonia, de justificar o que é injustificável e de reproduzir o que deveria ser irreproduzível, permanecemos imóveis. Imobilizados diante da própria condição material e ideológica que nos é dada. O minucioso e trabalhoso dever que proponho aqui, neste momento, para estudantes como estes, sorridentes e felizes, é de observarem o outro lado, que tentam sempre nos disfarçar como o lado da triste eternidade. E à partir disto, repensarem tudo aquilo que sempre nos foi colocado como imutáveis ou até mesmo necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O acesso à educação, e a transformação de sua própria essência, são os desafios surgidos. Fazer com que nossas crianças, adolescentes e jovens não sejam abandonados à calçada, nem iludidos com uma pseudo-educação ou uma "educação bancária".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que para estes novos ingressantes, estar na universidade não seja apenas mais um passo da carreira. Espero que em cada um destes corações surja a emoção de se revoltar contra nossa injusta realidade, fazendo da universidade não mais um elemento reprodutor da atualidade dada, mas sim de sua crise.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-8007080608227597705?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/8007080608227597705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=8007080608227597705&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8007080608227597705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8007080608227597705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/02/da-educao-e-sua-transformao.html' title='Da educação e sua transformação'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5242848705781324149</id><published>2008-02-09T00:34:00.002-02:00</published><updated>2011-03-09T00:14:33.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Samba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Sobre o meu samba ou Por quê não gosto de carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/controle/dynimages/samba_01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www.sescsp.org.br/sesc/controle/dynimages/samba_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/controle/dynimages/samba_01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Foi-se o carnaval.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E foi-se sem que eu ao menos o sentisse. Assim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que o carnaval explode colorido na ausência da Luz. Constrói o samba na ilusão da festa. Tateia o desejo no prezo da ausência. Reduz à nada o jugo desigual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estampa-se a vivacidade das gentes mortas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo carnaval tem seu fim. E finda-se sem que eu ao menos o sinta. Assim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sorrio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que o meu samba tem muita Luz.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5242848705781324149?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5242848705781324149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5242848705781324149&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5242848705781324149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5242848705781324149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/02/sobre-o-meu-samba.html' title='Sobre o meu samba ou Por quê não gosto de carnaval'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7148743489662144109</id><published>2008-01-25T22:32:00.002-02:00</published><updated>2009-05-10T17:44:44.275-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><title type='text'>Vermelho</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.mccullagh.org/db9/1ds2-5/red-rose-side.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www.mccullagh.org/db9/1ds2-5/red-rose-side.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Vermelha é a primeira cor.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A cor da proteção, da exposição,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Do início do fato:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O fruto da majestade do sol,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O brilho do crepúsculo das seis,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A origem dos renovos da manhã e da noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Do céu se avermelham as nuvens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vermelho é o morango,&lt;br /&gt;A maçã,&lt;br /&gt;A cereja do bolo e do &lt;em&gt;sundae&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Vermelho se trufa, se adoça.&lt;br /&gt;Se cobre de chocolate,&lt;br /&gt;Se protege de açúcar&lt;br /&gt;E se molha de carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho tremula nos ventos.&lt;br /&gt;Inspira o novo futuro,&lt;br /&gt;Estampa a coragem do oprimido,&lt;br /&gt;A força do sertanejo,&lt;br /&gt;A tolerância das raças.&lt;br /&gt;Igualdade.&lt;br /&gt;Vermelha é minha paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho é meu interior.&lt;br /&gt;A gênese,&lt;br /&gt;Minha terra.&lt;br /&gt;Vermelho é o sangue derramado&lt;br /&gt;Que, crucificado, me purifica.&lt;br /&gt;Cor do que lava minha alma.&lt;br /&gt;Do que me restaura e me traz à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho é o brilho da natureza.&lt;br /&gt;A exoticidade do sabor.&lt;br /&gt;Minha força de transformação.&lt;br /&gt;Um elemento ritual de amor.&lt;br /&gt;Vermelha é a origem de todas as cores.&lt;br /&gt;Meu desejo.&lt;br /&gt;Meu sonho.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vermelha é a primeira cor da Aliança de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7148743489662144109?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7148743489662144109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7148743489662144109&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7148743489662144109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7148743489662144109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/01/vermelho.html' title='Vermelho'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-8865506092972300943</id><published>2008-01-18T22:59:00.002-02:00</published><updated>2011-03-22T15:25:15.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Para um novo futuro</title><content type='html'>&lt;em&gt;A destruição do passado - ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas - é um dos fenômenos mais característicos e lugúbres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio. Por esse mesmo motivo, porém, eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores. Em 1989, todos os governos do mundo, e particularmente todos os ministérios do Exterior do mundo, ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mundiais, qua a maioria deles aparentemente havia esquecido.&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eric Hobsbawn,&lt;em&gt; Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contradição. Ressiginificação. Reelaboração. Reconstrução. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É insensato fechar os olhos para as coisas que nos incomodaram, ou que machucaram a vã humanidade. Nosso presente (e futuro) não é muito mais do que o fruto de nossos [muitos] erros e acertos, possíveis por conta das genialidades, das bondades, das idiotices e das maldades pelos quais cada homem e cada mulher podem ser responsáveis no tempo. E se temos a necessidade de construir um futuro, é temeroso fazê-lo sem ligá-lo concretamente com o passado (por sinal, que não está tão distante como imaginamos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O presente que vivemos é o tempo em que todas as conexões parecem absolutamente desligadas. A queda do muro representa - levianamente - a ruptura dos fenômenos. Destacamos o passado do presente e o jogamos no lixo, ou no canto escondido de alguma gaveta de certa cômoda em um quarto de um hotel qualquer que tenhamos passado uma noite. E o futuro, tão almejado, desejado futuro, não parece nada diferente do que já sonhamos ao longo de duas décadas de reprodução das ideologias anti-revolucionárias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contradição. Ressiginificação. Reelaboração. Reconstrução. Elementos - entre tantos outros - para a existência real de uma verdadeira história. Se não soubermos trabalhar nosso passado, ligá-lo à nossa concretude existencial, não poderemos ter esperanças para a criação de objetos históricos definitivamente novos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conseguir, pelo contrário, exercer estas atitudes inovadoras não nos fará simplesmente constituir um futuro. Mas contribuirá para a consolidação de um &lt;em&gt;novo futuro&lt;/em&gt;.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-8865506092972300943?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/8865506092972300943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=8865506092972300943&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8865506092972300943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8865506092972300943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/01/para-um-novo-futuro.html' title='Para um novo futuro'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6709082635334761864</id><published>2008-01-08T23:32:00.003-02:00</published><updated>2009-05-10T17:43:01.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>A liquidez do desejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/gota_digitalvision.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px;" alt="" src="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/gota_digitalvision.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A vontade que eu tinha era de dar aquele Tigrão de pelúcia. Um metro e meio de espuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas até aqui, o visto e entendido é apenas um breve assunto. Uma curta conversa de fim de janta que reluz nos olhos. Aquele brilho que em parte a química explica e que, em parte, é melhor que não seja explicada. Se não, se perde o gosto do mistério das coisas que acontecem em nós quando estamos imersos neste desejo liquificado. Paixão líquida que entra pelos menores vãos de minha corporalidade e me causam sonhos, arrepios, movimentos desengonçados e um rosto corado. E óbviamente, atingem minha retina, as pequenas veias que nutrem a minha vista, fornecendo o tal brilho misterioso que me denuncia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não nego. Eu sou um homem que ama, como qualquer ser humano "normal". E amando, me dou ao direito de imaginar mil noites de ternura. Outros mil beijos. Mil viagens. Mil luas-de-mel. Um filho. É o meu desejo. Meu dom. Meu privilégio. Meu néctar. Tão infiltrante como o próprio sentido que me invade e me transforma. Como o próprio amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São tantos esconderijos de mim tomados pela matéria fluida, que eu incho. Fico vermelho. Roxo. É a necessidade do escape. Internalizar o amor, não deixá-lo vazar para atingir seu objetivo, é um risco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amor nasceu mesmo foi pra gente dividir. Se não, a gente explode.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é como espuma. Dentro de nós, não é estático. De estático, prefiro aquele Tigrão de pelúcia. Um metro e meio de espuma. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6709082635334761864?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6709082635334761864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6709082635334761864&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6709082635334761864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6709082635334761864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/01/sobre-liquidez-do-desejo.html' title='A liquidez do desejo'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5434233943859996889</id><published>2008-01-06T16:35:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:41:36.626-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><title type='text'>Como endireitar um esquerdista</title><content type='html'>Ser de esquerda é, desde que essa classificação surgiu na Revolução Francesa, optar pelos pobres, indignar-se frente à exclusão social, inconformar-se com toda forma de injustiça ou, como dizia Bobbio, considerar aberração a desigualdade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser de direita é tolerar injustiças, considerar os imperativos do mercado acima dos direitos humanos, encarar a pobreza como nódoa incurável, julgar que existem pessoas e povos intrinsecamente superiores a outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser esquerdista - patologia diagnosticada por Lênin como "doença infantil do comunismo" - é ficar contra o poder burguês até fazer parte dele. O esquerdista é um fundamentalista em causa própria. Encarna todos os esquemas religiosos próprios dos fundamentalistas da fé. Enche a boca de dogmas e venera um líder. Se o líder espirra, ele aplaude; se chora, ele entristece; se muda de opinião, ele rapidinho analisa a conjuntura para tentar demonstrar que na atual correlação de forças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquerdista adora as categorias acadêmicas da esquerda, mas iguala-se ao general Figueiredo num ponto: não suporta cheiro de povo. Para ele, povo é aquele substantivo abstrato que só lhe parece concreto na hora de cabalar votos. Então o esquerdista se acerca dos pobres, não preocupado com a situação deles, e sim com um único intuito: angariar votos para si e/ou sua corriola. Passadas as eleições, adeus trouxas, e até o próximo pleito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o esquerdista não tem princípios, apenas interesses, nada mais fácil do que endireitá-lo. Dê-lhe um bom emprego. Não pode ser trabalho, isso que obriga o comum dos mortais a ganhar o pão com sangue, suor e lágrimas. Tem que ser um desses empregos que pagam bom salário e concedem mais direitos que exige deveres. Sobretudo se for no poder público. Pode ser também na iniciativa privada. O importante é que o esquerdista se sinta aquinhoado com um significativo aumento de sua renda pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece quando ele é eleito ou nomeado para uma função pública ou assume cargo de chefia numa empresa particular. Imediatamente abaixa a guarda. Nem faz autocrítica. Simplesmente o cheiro do dinheiro, combinado com a função de poder, produz a imbatível alquimia capaz de virar a cabeça do mais retórico dos revolucionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom salário, função de chefia, mordomias, eis os ingredientes para inebriar o esquerdista em seu itinerário rumo à direita envergonhada - a que age como tal mas não se assume. Logo, o esquerdista muda de amizades e caprichos. Troca a cachaça pelo vinho importado, a cerveja pelo uísque escocês, o apartamento pelo condomínio fechado, as rodas de bar pelas recepções e festas suntuosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um companheiro dos velhos tempos o procura, ele despista, desconversa, delega o caso à secretária, e à boca pequena se queixa do "chato". Agora todos os seus passos são movidos, com precisão cirúrgica, rumo à escalada do poder. Adora conviver com gente importante, empresários, ricaços, latifundiários. Delicia-se com seus agrados e presentes. Sua maior desgraça seria voltar ao que era, desprovido de afagos e salamaleques, cidadão comum em luta pela sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus ideais, utopias, sonhos! Viva o pragmatismo, a política de resultados, a cooptação, as maracutaias operadas com esperteza (embora ocorram acidentes de percurso. Neste caso, o esquerdista conta com o pronto socorro de seus pares: o silêncio obsequioso, o faz de conta de que nada houve, hoje foi você, amanhã pode ser eu...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me dessa caracterização porque, dias atrás, encontrei num evento um antigo companheiro de movimentos populares, cúmplice na luta contra a ditadura. Perguntou se eu ainda mexia com essa "gente da periferia". E pontificou: "Que burrice a sua largar o governo. Lá você poderia fazer muito mais por esse povo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive vontade de rir diante daquele companheiro que, outrora, faria um Che Guevara sentir-se um pequeno-burguês, tamanho o seu aguerrido fervor revolucionário. Contive-me, para não ser indelicado com aquela figura ridícula, cabelos engomados, trajes finos, sapatos de calçar anjos. Apenas respondi: "Tornei-me reacionário, fiel aos meus antigos princípios. E prefiro correr o risco de errar com os pobres do que ter a pretensão de acertar sem eles."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Frei Beto é frei dominicano e escritor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no site &lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=30149"&gt;Adital&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5434233943859996889?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5434233943859996889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5434233943859996889&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5434233943859996889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5434233943859996889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2008/01/como-endireitar-um-esquerdista.html' title='Como endireitar um esquerdista'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-26720265803095809</id><published>2007-12-31T19:46:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:40:47.098-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.gonomad.com/gallery/brazil/por-do-sol-rio-cuiaba-%2838%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.gonomad.com/gallery/brazil/por-do-sol-rio-cuiaba-%2838%29.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baby, compra o jornal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E vem ver o sol&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele continua a brilhar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar de tanta barbaridade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O poeta está vivo&lt;/span&gt; - Frejat e Dulce Quental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ano que se inicia, desejo simplesmente que percebam como o sol brilha. Brilha forte. E como continuará brilhando enquanto houver história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, enquanto houver história, nos lembraremos sempre desta luminosidade, pois nos será inspiração para superar todas as lutas que tivermos de travar, todos os pessimismos que deveremos negar, e pelas quais buscaremos todos os sonhos que desejamos conquistar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus os abençoe. Feliz Ano Novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-26720265803095809?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/26720265803095809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=26720265803095809&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/26720265803095809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/26720265803095809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/12/baby-compra-o-jornal-e-vem-ver-o-sol.html' title=''/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-8477198158311279516</id><published>2007-12-21T22:54:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:39:59.509-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>O sentido genuíno do Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://aldoadv.files.wordpress.com/2007/04/jesus-cruz-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://aldoadv.files.wordpress.com/2007/04/jesus-cruz-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Começo com este nome só para lembrar que este texto está falando de um sentido genuíno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É chegado o tempo de festas. Nos vêm sempre a possibilidade de pensarmos aquilo que nos é bom, de acordo com nossas idéias e perspectivas. É demasiado difícil encontrar um pensamento negativo que circunde a mente de algum ser humano nesta época.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar da diversidade de problemas que nosso cotidiano apresenta, já nos acostumamos a jogá-los num canto do quarto para apreciar uma bela ceia com amigos, e retomá-las alguns dias depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Também já é uma prática de nossa vivência social natalina ajudar os mais necessitados com uma doação de comida, comprar presentes e dar abraços em todos que virmos pela frente em nosso quintal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Natal se tornou praticamente um tempo de reunião. Uma noite de "fraternidade", de "alegria", de "amor" e "felicidade". E haja aspas para tudo isto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não quero ser um destruídor do Natal. Ora, para mim esta é uma data essencial, tanto pela família quanto pela fé. Aliás, principalmente pela fé. E é isto que quero realçar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Natal (e reitero isto já há bastante tempo) é a simbolização do nascimento de um Cristo vivo. De um Salvador. Não simplesmente de qualquer homem, mas de um homem também constituído Deus. Filho de Deus. Filho e Deus. E o mais interessante: um Filho, um Deus, que se apresenta no sentido mais sublime da perfeição que julgo necessário, por mais utópico que pareça, perseguir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É impossível negar a importância histórica do Cristo, do grande homem da história e do seu exemplo de amor para com todos. E ainda mais, não se pode abandonar em meio a festejos e presentes a necessidade de uma entrega constante ao entendimento de nosso Pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falo de aprendermos no Natal aquilo que é essencial, autêntico e imutável. A busca e o erguer de nossa referência na cruz, no Salvador. E com isto, elaborarmos o próprio desenvolvimento de nossas vidas. Por um amor, um senso de justiça e uma simplicidade - esta principalmente - capazes de nos fazer melhorar nossas esferas de vida, nos estudos, no trabalho, no nosso caminhar diário de calçadas e asfaltos em meio aos desconhecidos; e que também sejam capazes de sacudir o próprio mundo, onde não mais seremos cumplices da desigualdade e da opressão, mas sim sujeitos históricos que se levantarão contra o pecado do mundo, por amor a Deus e por amor aos homens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não desejo simplesmente uma idéia, um martir ou um sonho. Desejo neste Natal um exercício de simplicidade teórica e latentemente prática, como o que Cristo fez em toda sua existência terrena, transformando vidas e, através de exemplos maravilhosos, críticas proféticas e uma entrega total em favor de nós, nos dando um sentido genuíno de vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cristo é o máximo sentido do Natal. Não o esqueçamos jamais. Feliz Natal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-8477198158311279516?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/8477198158311279516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=8477198158311279516&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8477198158311279516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8477198158311279516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/12/o-sentido-genuno-do-natal.html' title='O sentido genuíno do Natal'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-2626756448633333590</id><published>2007-12-19T21:26:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:38:53.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cordel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><title type='text'>O choro do Velho Chico devido a transposição</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/_guia/multiplas/1184428640_canyon_2__alvaro_villela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www.overmundo.com.br/_guia/multiplas/1184428640_canyon_2__alvaro_villela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Na região Cabrobó&lt;br /&gt;No Sertão Pernambucano&lt;br /&gt;Houve um protesto geral&lt;br /&gt;Contra o regime tirano&lt;br /&gt;Que até um bispo cristão&lt;br /&gt;Fez greve de fome, então&lt;br /&gt;Contra seu infame plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bispo disse: - Eu protesto!&lt;br /&gt;Eu não vou me alimentar&lt;br /&gt;Enquanto o plano de Lula&lt;br /&gt;Não vir se desmoronar,&lt;br /&gt;De fazer transposição&lt;br /&gt;Sem revitalização&lt;br /&gt;Pro nosso rio acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, Sr. Bispo!&lt;br /&gt;Eu estou do lado seu;&lt;br /&gt;Sou contra a transposição&lt;br /&gt;Defendo aquilo que é meu.&lt;br /&gt;Disseram que sua voz&lt;br /&gt;A favor de todos nós,&lt;br /&gt;O presidente atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o senhor voltar atrás&lt;br /&gt;Fazendo a transposição&lt;br /&gt;Desviar as nossas águas&lt;br /&gt;Sem revitalização&lt;br /&gt;Nao prova ser nordestino&lt;br /&gt;Como vê nosso destino&lt;br /&gt;Depende de sua ação".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José Ivo de Souza, &lt;em&gt;O choro do Velho Chico devido a transposição&lt;/em&gt;. Literatura de Cordel. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha homenagem a D. Cappio e à sua &lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/especial-sao-francisco/governo-lula-ataca-frei-cappio"&gt;luta&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A homenagem que vêm da própria raiz dos oprimidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-2626756448633333590?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/2626756448633333590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=2626756448633333590&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2626756448633333590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/2626756448633333590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/12/o-choro-do-velho-chico-devido.html' title='O choro do Velho Chico devido a transposição'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-3774659867141146286</id><published>2007-12-12T19:35:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:38:04.557-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cordel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Enquanto cai essa chuva...</title><content type='html'>"Disse Antonio conselheiro&lt;br /&gt;Nesse refrão popular&lt;br /&gt;- O mar vai virar sertão&lt;br /&gt;E o sertão vai virar mar&lt;br /&gt;Vai haver bastante pasto&lt;br /&gt;Porém muito pouco rasto&lt;br /&gt;E a fome irá aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrerão peixes no mar&lt;br /&gt;E caranguejos no mangue&lt;br /&gt;Cada criança ao nascer&lt;br /&gt;Morrerá palida e exangue&lt;br /&gt;No inverno ou no estio&lt;br /&gt;As águas em cada rio&lt;br /&gt;Se transformarão em sangue!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá poucas cabeças&lt;br /&gt;E muitos chapéus também&lt;br /&gt;As estrelas vão cair&lt;br /&gt;Vindas de pragas de além&lt;br /&gt;As luzes se apagarão&lt;br /&gt;E na densa escuridão&lt;br /&gt;Não vai escapar ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram essas profecias&lt;br /&gt;Que o Conselheiro pregou&lt;br /&gt;Mas durante todo o tempo&lt;br /&gt;Nenhuma se confirmou&lt;br /&gt;Exceto a seca e a fome&lt;br /&gt;Porém 'essa' tem um nome&lt;br /&gt;Foi a bíblia que citou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor desconhecido, &lt;em&gt;Ultimos dias de Antonio Conselheiro na Guerra de Canudos&lt;/em&gt;. Literatura de Cordel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Aconteceram mais coisas além da seca e da fome. Aconteceu também que as crianças morreram, e os rios se transformaram em sangue. Morreram peixes e caranguejos nos mares e mangues poluídos. A escuridão devassou as mentes. Só sobraram aos sertanejos (antes de tudo, uns fortes) os chapéus. Ou quase isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as estrelas... Bem... Essas não caíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que antes de cair, elas vão brilhar.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 286px; height: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://viagemeturismo.abril.com.br/vt/imagem/2006_133_premio_bombinhas3.gif" border="0" height="200" /&gt;Ou vão nos abrir o mar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;----------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dia de chuva em Campinas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-3774659867141146286?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/3774659867141146286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=3774659867141146286&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3774659867141146286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/3774659867141146286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/12/enquanto-cai-essa-chuva.html' title='Enquanto cai essa chuva...'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7388010068718464968</id><published>2007-11-28T22:18:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:36:45.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poética'/><title type='text'>Loucura, sonho, liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.yeshuachai.org/blog/files/sonho-de-liberdade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://www.yeshuachai.org/blog/files/sonho-de-liberdade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.yeshuachai.org/blog/files/sonho-de-liberdade.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Revolte-se! Revolte-se sempre!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra não permitir jamais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;que a mais bela poesia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;seja enclausurada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nas jaulas das ideologias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de nossa constante guerra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A poesia encantada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é a atrativa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem a que te ensinaram a rimar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É aquilo que é loucura!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que nos mostrou o sonho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Verbo da liberdade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7388010068718464968?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7388010068718464968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7388010068718464968&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7388010068718464968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7388010068718464968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/11/loucura-sonho-liberdade.html' title='Loucura, sonho, liberdade'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-7416111488194610152</id><published>2007-11-28T21:29:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:35:29.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><title type='text'>Das coisas que não fazem sentido</title><content type='html'>Parece que nunca alcançamos um limite para a atrocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, já não bastasse a falta de toda dignidade e humanidade que qualque ser tenha direito nesta face de terra podre, ainda somos obrigados a assistir a cenas bizarras de sarcasmo e crueldade demoníacas. Um homem queimado. Mais um homem queimado enquanto dormia nas ruas de São Paulo. Medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Pará, uma jovem menor de idade é presa dentro de uma cela com mais vinte e quatro homens. Só isto já significa o cúmulo do péssimos caráter das autoridade cretinas e corruptas da polícia deste estado. Mais ainda, a destruição de uma perspectiva de vida digna para esta garota, um estigma maléfico, o apedrejamento moral e de sua própria consciência diante da obrigação de manter relações sexuais com estes bandidos. Indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatos escabrosos como estes surgiram em poucos dias, em uma espécie de momento específico de acontecimento das coisas mais estarrecedoras e abomináveis. E tudo isto me faz sentir nojo e mais um pouco de coisas. Nojo de bandidos que ateiam fogo em pessoas abandonadas pela sociedade, pessoas cretinas que parecem exemplificarem o mal estar da existência humana ou a ponta mais hitlerista da luta de classes, a gota d'água de toda insanidade. Por sinal, que parece ainda demonstrar que há um rio de barbaridade a correr, quando autoridades policiais realizam algo totalmente horripilante como o que fizeram com esta jovem. Não há palavras mais precisas que demonstrem a minha indignação, somente aquelas que apontam a minha vontade de exercer e desejar uma justiça que puna coerentemente a este nível de loucura assassina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sentido há para estas coisas, se não for justamente aquilo que não faz sentido algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que estas são apenas algumas das realidades inaceitáveis de um mundo sem Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misericórdia e Justiça, meu Pai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-7416111488194610152?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/7416111488194610152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=7416111488194610152&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7416111488194610152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/7416111488194610152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/11/das-coisas-que-no-fazem-sentido.html' title='Das coisas que não fazem sentido'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-5850696457678866378</id><published>2007-11-26T22:06:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:34:08.848-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><title type='text'>Sobre o infinito e seus limites</title><content type='html'>Comentários sobre:&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. “Um sistema finito diante de um questionamento infinito” In: &lt;em&gt;Ética, Sexualidade e Política&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 2004, p. 126 – 143.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito para a disciplina HZ657 - Sociologia Contemporânea I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem é brinde pro blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www.math.yorku.ca/infinity/Images/newInfinity.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Para um texto – ou mais precisamente, uma entrevista – que trata basicamente sobre seguridade social, talvez tenhamos dificuldades em compreender, a princípio, por que este ser intitulado “Um sistema finito diante de um questionamento infinito”. Porém, no decorrer deste texto, percebe-se que tal debate não apenas implica estruturar uma visão sobre as relações entre os indivíduos e as instituições; ou a percepção da idéia de saúde como direito, fato ou meio; ou ainda, suas formas de acesso ou de ação do indivíduo – sociedade civil nos espaços institucionais. Estes elementos não são desprezíveis, constituem um leque amplo e legítimo de discussões relacionadas à temática. Mas em uma perspectiva mais ampla, nos coloca em uma série de diálogos e conflitos teóricos a respeito das demandas humanas e daquilo que é possível responder a elas. De como se constrói (ou se construirá) estruturas capazes de se relacionar com aquilo que os seres humanos evocam para si mesmos e para a coletividade e, mais do que isso, responder a estas demandas de acordo com suas capacidades (ou interesses).&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;A discussão se inicia em um pólo, que diz respeito às relações de dependência e autonomia entre homens e mulheres e o sistema de seguridade social e suas garantias de saúde e bem estar. Para Foucault, este sistema funcionaria com efeitos positivos e “efeitos perversos”: dá-se mais segurança e aumenta-se a dependência em relação a ela. Essa perspectiva aponta que uma demanda positiva apontaria uma segurança para os indivíduos que abriria caminho para relações mais ricas, numerosas, diversas, flexíveis consigo mesmos e com seu meio, garantindo a cada um uma real autonomia. Ao contrário, estabelece-se uma dependência em relação a este sistema, de forma integradora ou através de uma marginalização ou exclusão.  Esta dependência não é algo vago: refere-se à forma de acesso a estes benefícios, bem como a sua quantidade, e também a implicação de um modo de vida determinado a quem depende desta cobertura social, modo de vida este que pode ser negado ou não alcançado por todos, levando-os ao nível da exclusão (como um fenômeno proveniente da dependência).&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Este primeiro pólo coloca algumas possibilidades de transformação deste sistema. Uma delas se traduz na participação da sociedade civil em seus espaços decisórios, descentralizando o sistema. Uma perspectiva empírica (segundo palavras de Foucault) que operaria uma transformação não apenas das formas de decisão, mas também no próprio campo das instituições. Isto somado a uma outra renovação, a das categorias conceituais que inspiram as formas de abordagem dos problemas de garantia social e seguridade. Em voga, a constituição de um sujeito ativo, e não passivo, do jogo político institucional, construindo uma “distância ideal entre uma decisão tomada e o indivíduo a quem ela se aplica, de tal forma que esse último tenha voz no assunto e que essa decisão seja inteligível para ele, adaptando-se à sua situação sem dever passar por um dédalo inextrincável de regulamentos” (p. 135).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra ponta da discussão, que se apresenta posteriormente, trabalha conceitos como “direitos de saúde” e “saúde como fato”, bem como os “meios de saúde”. A saúde não é entendida como direito na medida em que, como fato, não têm de ser entendida como algo a ser questionado ou conquistado, e sim como uma realidade que merece atenção e medidas voltadas a ela. Daí entende-se não um “direito à saúde”, mas sim o direito a condições de vida que não tragam riscos à saúde, bem como a reparações, tratamentos e indenizações. O debate então se remete aos “meios de saúde”, definida como “tudo o que uma sociedade pode dispor em um dado momento para efetuar as correções e ajustes de saúde para os quais se está tecnicamente capacitado” (p. 137). Em que tange o acesso aos “meios de saúde” pelos indivíduos, propõe-se desta forma duas problemáticas: “igualdade de acesso” e “acesso interminável”, que necessitam de uma arbitragem flexível, provisória, pela qual defina os limites deste acesso. Limites estes “que não podem ser estabelecidos de uma vez por todas por uma definição médica da saúde nem pela noção de ‘necessidades de saúde’ enunciada como um absoluto” (p.137).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir destas considerações que se extrai, não simplesmente os problemas da saúde, mas a apreensão de uma ordem de valores que dão consequência a uma demanda absoluta e infinita. “O problema levantado é, portanto, o de relacionar uma demanda infinita com um sistema finito” (p. 140). Em que versa a exposição de Foucault, o que se têm desta forma é a constituição de medidas evocadas que não são simplesmente ilusórias, mas sim infinitas, e não compatíveis por inteiro com a finitude do sistema e das instituições. Trata-se de desejos que não possuem de imediato uma resposta vinda das estruturas as quais elas questionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento do texto, uma pergunta abordando um tema mais distante deste acaba por interromper o desenvolvimento desta idéia. Assim, não é possível estabelecer uma definição de Foucault acerca deste complexo problema. Mas talvez seja possível levantar uma questão. Se tivermos diante de nós um questionamento infinito perante a finitude do sistema, a partir de qual referencial teórico-ideológico determinamos a infinitude ou finitude de nossos questionamentos e instituições?  É possível que se pudesse imaginar uma ampliação da finitude deste sistema diante dos questionamentos infinitos, visto se tratar de um sistema com um dado referencial político e ideológico (no caso, próximo de um “Estado de Bem Estar”, ligado diretamente às demandas de uma sociedade moderna burguesa)? A demanda é infinita diante desta sociedade dada, perante este estado de coisas, ou torna-se finito e prático na possibilidade de transformar e ser realizada em uma nova forma de sociedade?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-5850696457678866378?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/5850696457678866378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=5850696457678866378&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5850696457678866378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/5850696457678866378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/11/sobre-o-infinito-e-seus-limites.html' title='Sobre o infinito e seus limites'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-8348269406057447399</id><published>2007-11-23T21:37:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:31:06.239-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Sobre nossa realidade, o tempo e as idéias</title><content type='html'>É horrível quando não conseguimos organizar nosso próprio tempo e nossas próprias idéias a fim de aplicá-las em algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início desta semana eu ainda estava em Aracaju. Tive o privilégio de passar alguns dias com minha família durante este prolongado feriado. E terça era um bom dia de escrever neste blog. Era dia da consciência negra, e em Aracaju haviam ocorrido várias atividades relativas ao tema. Algo muito bom. Mas terça também era dia de arrumar minhas coisas, afinal na madrugada seguinte estaria dentro daquele avião para retornar à Campinas. Com janta de família e muito papo, foi impossível escrever naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até ali eu estava tranquilo, afinal um atraso a mais ou a menos não faria a menor diferença. Na quarta eu escreveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas permaneci no futuro do pretérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar de avião de madrugada para logo que desembarcar começar o seu dia não é algo dos mais recomendáveis. Chegando em casa, a primeira coisa que fiz foi pegar minha bicicleta e descer para o bandejão, por que duas horas eu entraria no estágio. Lá, senti o peso dos meus olhos. Pareciam presos a barbantes com chumbo nas pontas. E por conta, me recomendaram ir mais cedo pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, eu descansaria um pouco, acordaria mais à noite e faria as minhas obrigações internautas. Mas não deu (por sinal, por conta de uma notícia muito boa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa, me deparei com um telegrama. Era a bendita mensagem de convocatória para um concurso que eu havia prestado ano passado. O telegrama havia chegado no dia 14 (eu ainda estava em Aracaju). Prazo de entrega dos documentos: 22/11 (ou seja, no dia seguinte!). À partir daí, foi uma movimentação louca para encontrar todos os documentos. Dormir? Imagine, que besteira... Escrever então? Pff...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dia de corre na quarta, quinta e hoje também, para deixar tudo certinho e não correr riscos com minha nova empreitada profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, consegui um tempo para escrever, depois de ficar sentado durante algumas horas fazendo uma prova. Por sinal, uma delas. Eu fiz uma ontem, em sala; tenho esta para entregar segunda; um outro texto para entregar terça feira; e mais um trabalho, um pouco mais elaborado, mas que terei pelo menos dus semanas para fazê-lo (ufa!). Esquema comum de final de semestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que conclusão tiro de tudo isto? Não sei dizer. A vida parece que fica cada vez mais insana e complexa ao longo de nosso crescimento. Ainda mais quando as novidades, as surpresas, que se constroem em meio a uma mar de não-calmaria e de perspectivas um tanto aterrorizantes de nossos próprios dias, em âmbitos pessoais e coletivos, surgem assim, como um passe de mágica, um veloz passe de mágica. Isto nos deixa imóveis diante da nossa realidade. Perdemos a noção do espaço e da apropriação da existência, e assim nos amedrontamos diante da possibilidade de organizarmos nosso tempo e nossas idéais: seja em uma auto-restrição (o esquecimento da máxima latina: &lt;em&gt;Carpe Diem&lt;/em&gt;); ou uma tentativa de abraçar o mundo esquecendo os nossos próprio limites (um dito de Cristo [mais ou menos assim]: Não viveis ansiosos, basta a cada dia o seu próprio mal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que a idéia de globalização já está começando a entrar em desuso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-8348269406057447399?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/8348269406057447399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=8348269406057447399&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8348269406057447399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/8348269406057447399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/11/sobre-nossa-realidade-o-tempo-e-as.html' title='Sobre nossa realidade, o tempo e as idéias'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-6417134469908438870</id><published>2007-11-17T18:49:00.001-02:00</published><updated>2009-05-10T17:29:36.673-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Por que Deus gosta de futebol</title><content type='html'>&lt;a href="http://fragmagens.blog.simplesnet.pt/archive/futebol.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 242px; height: 170px;" alt="" src="http://fragmagens.blog.simplesnet.pt/archive/futebol.jpg" border="0" height="170" /&gt;&lt;/a&gt;Eram 6:30 da manhã quando acordamos naquela quinta feira. Feriado. Manhã chuvosa que simplesmente nos desanimava para fazer qualquer coisa. Era dia de futebol na praia. E quando vi, já haviam incluído meu nome. Aquele céu nublado nos deu um susto tremendo. Pensamos, "talvez hoje não seja dia. Vamos dormir, ô peste!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram precisos cinco minutos para a chuva parar. Foi um simples sinal de que, apesar de termos dormido mais de duas horas da manhã, aquilo não era tempo de descanso. Com grande esforço, pulamos da cama. Nem comemos. O café foi na casa da dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Dodô&lt;/span&gt; mesmo, onde pegamos mais pessoas para levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;protetor&lt;/span&gt; solar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sunga&lt;/span&gt;, piadas e pegamos o carro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Aruana&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo sem chuva, que medo. Aquele céu nublado tinha cara de quem iria desabar a qualquer momento, um verdadeiro peso sobre nossas cabeças. Era o cinza que ocupava todos os lados possíveis daquele cenário celeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois chegamos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Garoa&lt;/span&gt; fina que foi diminuindo. Meia hora de atraso. Descemos e encontramos o resto dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;boleiros&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pé na calçada, a cena se mostrava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;hilária&lt;/span&gt; e surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava para a praia. À esquerda, a orla reformada, a cidade para trás, e tudo nublado. À direita, casebres e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;lanchonetes&lt;/span&gt; à beira da rodovia, tão cinzento quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no meio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio estava o céu aberto. O céu azul. Bem azul. Uma brecha que Deus colocou pra iluminar o palco de areia montado à beira daquele mar fantasticamente barulhento de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... Acho que Moisés era artilheiro, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Você acredita que isso foi um fato real?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133920116755112738" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_xaMu5v7w668/Rz9ZJUBroyI/AAAAAAAAABg/UvlbrB_y2dE/s320/Premio_escritores_da_liberdade%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma querida personagem desta minha história, &lt;a href="http://casadepalavras.blogspot.com/"&gt;Carol &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Timm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, dedicou este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;prêmio&lt;/span&gt; a mim e a outros escritores e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;blogueiros&lt;/span&gt; de excelente qualidade. E é com muito carinho que publico esta homenagem. Agradeço imensamente pelo reconhecimento, bem como pela amizade maravilhosa que estamos cultivando nessa vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;blogueira&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros nomes eu também citaria, afinal são merecedores de reconhecimento, mas principalmente por serem escritores da liberdade, como a própria &lt;a href="http://casadepalavras.blogspot.com/"&gt;Carol &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Timm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.meublog.net/adelaideamorim/"&gt;Adelaide Amorim&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.fataltino.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Dani&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Mussi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.ciudaddelpico.blogspot.com/"&gt;Franz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Glauber&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Vandelinde&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://questionar.wordpress.com/"&gt;Gabriel Neves&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.divagar-esempre.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Stella&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Paterninani&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://des-edificante.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Mari&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://sydneiconsultor.zip.net/"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Sydnei&lt;/span&gt; Ulisses&lt;/a&gt;, entre tantos outros que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;constróem&lt;/span&gt; este mundo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;idéias&lt;/span&gt; e, mais do que isso, um mundo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;idéias&lt;/span&gt; transformadoras! Mas são poucos ainda. Há muitos nomes e blogs que também merecem este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;prêmio&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-6417134469908438870?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/6417134469908438870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=6417134469908438870&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6417134469908438870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/6417134469908438870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/11/por-que-deus-gosta-de-futebol.html' title='Por que Deus gosta de futebol'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_xaMu5v7w668/Rz9ZJUBroyI/AAAAAAAAABg/UvlbrB_y2dE/s72-c/Premio_escritores_da_liberdade%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3282692762382768821.post-358904520710400096</id><published>2007-11-16T01:29:00.002-02:00</published><updated>2009-05-10T17:28:21.887-03:00</updated><title type='text'>Às vezes, é melhor...</title><content type='html'>Sim, sim... eu mudei. Assim como muitos mudam por diversos motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns mudam seus cabelos. Pode ser pelo calor, por conta da caspa, ou a cor que não está legal. Mas também pode ser para de vez em quando causar um impacto e mostrar que você não é uma pessoa imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros mudam sua alimentação. Seja para emagrecer e portar-se na ótica da estética dominante, seja para livrar-se do exagero anoréxico da estética dominante. Mas também pode ser para a busca de uma melhor saúde, que represente pura e simplesmente o fato de ter seu organismo mais saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras coisas também se mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mudei de blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, por que apesar de conseguir personalizar layouts, tinha uma séria dificuldade de organizá-los para serem exibidos de forma organizadas nos dois softwares usados hoje. Ele era somente visto de forma boa no Explorer, e não no Firefox. Pelo menos aqui isto é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é que imagino que terei uma maior dinâmica de possibilidades de edição neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.sydnei.zip.net/"&gt;http://www.sydnei.zip.net/&lt;/a&gt; continuará no ar, afinal eu não quero deixar exclusas tantas mensagens e opiniões de quase dois anos de blog. Quem quiser visitá-lo, fique à vontade, e se quiser comentar algum texto de lá, pode fazê-lo pessoalmente em meu email ou &lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8540299761547507040"&gt;orkut&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, bem vindos ao meu novo espaço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3282692762382768821-358904520710400096?l=sydneimelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sydneimelo.blogspot.com/feeds/358904520710400096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3282692762382768821&amp;postID=358904520710400096&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/358904520710400096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3282692762382768821/posts/default/358904520710400096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sydneimelo.blogspot.com/2007/11/s-vezes-melhor.html' title='Às vezes, é melhor...'/><author><name>Sydnei Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00547272619109587834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-HKl40apQ0Q4/TkfrBDpZapI/AAAAAAAAARo/dHhw3m5Ekxk/s220/imagemmenino.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
